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"Cometemos fatalidades, querido. Crimes e absurdos. 
Resmungamos demais; vivemos a terceira guerra mundial por bobeirinha; ficamos nomeando nossos filhos, mas para quê? 
Nem sabemos se teremos filhos. 
Deveríamos deixar os dias passarem, as madrugadas nos acordarem, esses lençóis nos consumirem. Cúmplices de um crime perigoso: 
Amar."

-
Layla G.   (via desenhandopalavras)

Ouvi dizer, certa vez, que as pessoas gritam e esbravejam durante discussões porque sentem a distância que estão criando um do outro. Gritam para preenchê-la, para alcançar o outro...

E nesse momento me pergunto o que nosso silêncio significa.
Então estremeço com a resposta que me vem a mente, olho pra você...
E simplesmente não posso acreditar que seja isso, que estejamos desistindo de nós.
Talvez a culpas tenham sido jogadas vezes demais para ainda causar remorso. Como quando nossas mentes se acostumam com determinadas dores e, de alguma maneira, produzem anestesia própria.
Talvez tudo aquilo que pensamos ter enterrado, o passado que juramos ter deixado, tenha só se fingido de morto pra despertador mais forte, mais paralisante.
E ficamos assim, com palavras que chegam ao céu da boca e até mesmo nos atrevemos a abrir a boca pra dizer... mas, que nós voltamos a engolir com medo de um deslize fazer ainda mais estrago.
Como um sopro em um castelo de cartas.

Então, antes que qualquer um de nós dois saiba exatamente o que estou fazendo...
Eu beijo você.
Suave e intensamente ao mesmo tempo.
Com dor e amor... ao mesmo tempo.
E é provavelmente o beijo mais cheio de saudade da história do mundo.

Mesmo que você esteja ai e eu aqui, a poucos centímetros de distância um do outro, eu sinto saudade. Sinto tanta, tanta saudade...

Saudade da gente.

Uma falta dolorosa daquela bagunça mais organizada que éramos, que agora se tornou esses escombros sob os quais tentamos nos mover com cuidado e alcançar a superfície... mas, que cada tentativa de se salvar só causa novos ferimentos.

I Swear



Um dia vai passar.
Ah, vai.

Tem que passar.

Um dia essas navalhas vão parar de me retalhar por dentro quando eu olhar pra você, e eu vou parar de deixar meus olhos seguirem até sua mão pra ver se ela já está entrelaçada com outra; se ela já tem companhia.

Um dia eu não vou mais me importar, eu prometo.
Um dia eu vou parar de chorar.

Vai chegar o dia em que não vou perder o ar quando ver seu nome escrito em algum lugar, ou quando perceber que mais um dia se passou e você não veio me ver... que sou a única, aparentemente, que sente saudade... a única de nós que tem lembranças para esquecer.

Um dia eu vou parar de esperar que você perceba que eu sou a sua 'uma em um milhão', exatamente o que você tem procurado...
Olho para as minhas mãos e prometo; um dia eu vou parar de estremecer, de sentir meu peito dilacerado.

Um dia eu vou pensar em nós dois, e nenhuma parte de mim vai doer... eu espero. Um dia eu vou parar de sentir que vou me encolher até desaparecer quando percebo que você não vai mesmo voltar e que a vida me espera por ai, em algum lugar. Mas que não terá você pra acontecer.

Um dia eu vou deitar minha cabeça no travesseiro e não farei nada além de dormir ou, se tiver sorte, pensar em alguém que também estará pensando em mim... ao invés de traçar planos e futuros para nós dois que ambos sabemos que jamais irão acontecer.

Um dia, eu prometo, você não estará mais em tudo o que eu vejo e toco... minha mente não mais associará você a tudo que já amei.

E eu fico aqui, sozinha, esperando ansiosamente esse dia acontecer.

Porque nesse dia, eu juro, não amarei mais você.

Peter Pan


" E eu não tenho ninguém pra quem ligar na madrugada e dizer que tá doendo, vem me ver.
Ninguém pra atravessar a cidade por mim."

- Caio Fernando Abreu -

Me sento no chão, no meio da sala. Infantilmente, penso em cruzar minhas pernas naquela posição de yoga, mas não tenho elasticidade o suficiente e nem acredito em meditação... então me conformo em, pelo menos superficialmente, ser normal.

Não sei porque afastei os móveis já que não pretende fazer nada além de me sentar aqui. Talvez meu inconsciente estava me prevenindo que a turbulência de sentimento pudesse me fazer desmaiar. Agradeço silenciosamente ao meu corpo por cuidar de mim.

As luzes estão completamente apagadas, as janelas fechadas... a casa silenciosa. Não sei se preciso pensar... mas, acho que não quero.
Tem um sentimento pesado me puxando para baixo, dentro do meu coração. Quero liberá-lo de alguma maneira... tento através das lágrimas... mas parece que a dor só aumenta.

Me sinto só.

O telefone está no chão, ao meu lado. Não toca. Sem novas mensagens, sem ligações. Penso em ligar pra alguém, mas então a dor em meu peito se aprofunda ao perceber que não tenho ninguém pra quem ligar. Ninguém que me ouviria de verdade, ninguém pra me emprestar o coração enquanto não aguento o peso do meu.

Você não está só, Caio Fernando Abreu... eu também não tenho ninguém pra atravessar a cidade por mim.

De repente percebo quanto o silêncio está carregado... e entendo quando as pessoas dizem que o silêncio pode ser ensurdecedor.

As lágrimas não cessam, só se tornam uma torrente mais forte e dolorosa. Querem fazer com que a dor encontre outro jeito de ser externada; enche minha boca de soluços que tento conter sem sucesso. Abafo-os com minha mão direita, abraço a mim mesma com a esquerda.

Uma dor pode te partir literalmente ao meio?

Percebo o propósito de ter afastado os móveis quando me deito no chão. Meu rosto no chão frio de alguma maneira encontra conforto. Deixo os olhos abertos enquanto as lágrimas vem e meu lábio inferior treme... desisti de lutar contra isso.

Ou simplesmente desisti.

Não sei bem do que, de fato, desisti se você me perguntar, mas sinto como se o instinto humano de "Lutar ou Correr" esteja se esvaindo de mim. Deitada no chão, a mercê dos meu piores sentimentos...

Preciso que alguém tome a intensa responsabilidade de cuidar de mim.

Tento me lembrar de todas as borboletas que voam em minha mente quando estou bem, cada uma delas carregando algo em que acredito... tento aprisioná-las em minhas mãos e trazê-las para mais perto possível do meu peito. Repito quantas vezes for preciso que as coisas em que acredito, em que quero acreditar... Sim, coisas assim acontecem.

E me sinto Peter Pan quando gritava em alto e bom som "Eu acredito em fadas!", na esperança de ressuscitar Sininho. Sim, sim, eu acredito! - repito - Acredito em coisas únicas e espetaculares.

Tenho fé que, se você acreditar com muita, muita força em algo... você faz com que essa possibilidade se torne real.

Acredito que coisas incríveis podem acontecer, podem me alcançar...
Mas, não se eu permanecer aqui, deitada no chão, deixando que um buraco negro me devore de dentro pra fora.

Não se eu desistir. 

Mas, eu não tenho ninguém, pra me estender a mão. Então, eu faço o de sempre... tento fazer com que livros me salvem.

Peter permanece alguns centímetros do chão, meus olhos fixos em seus pés sujos de criança que jamais precisará crescer. Sinto seu calmo olhar sobre mim. 

Agradeço-o da maneira mais sincera que consigo, silenciosamente, dentro do meu coração.

Em minha mente, Peter.. sim, ele. Ele me estende a mão.
Sorri e me pergunta quantas vezes mais terá que me salvar.

Eu sorrio de volta e como sempre, digo:

- Só mais uma vez, Peter.
Só mais uma vez.

Embora ele não se importe realmente e eu não saiba a resposta.

Me empresta essa armadura da inocência, da pureza infantil em seus olhos, amado Peter.
Só dessa vez.

Só até as feridas cicatrizarem e eu conseguir, novamente, vestir a minha.

Adorar & Amar


"Tenho medo de terminar sozinha.
Tenho medo de ser sempre amiga, irmã e confidente...
Mas, nunca o "tudo" de alguém"

- Tati Bernardi -

Ele pressiona seus lábios demoradamente no alto da minha cabeça, entre meus cabelos desorganizadamente soltos.
- Eu adoro você, minha menina. - ele sussurra ainda entre meus cabelos, o calor de sua voz tocando minha pele - Sabe disso, não sabe?
Eu assinto tão sutilmente que quase não tenho consciência disso. Assinto por hábito, mais do que por concordância.
Então ele se afasta e sorri pra mim... e ilumina meu mundo inteiro, mesmo que eu lute contra o fato de ter dado a ele esse poder.
Joga sua jaqueta sobre o ombro, segue até a porta, pára um segundo para piscar rapidamente pra mim e... se vai.
E todo cansaço me abate.
"Eu adoro você", a frase ecoa pelo ar, e ela tem o poder de me partir ao meio.

Ele me adora... mas, não me ama.
E de repente a distância entre esses dois sentimentos me parece anos-luz.

Enrolo meu cabelo, me estendo sobre a cama, me aninho no travesseiro ao meu lado que ainda tem o cheiro do cabelo dele... Que ainda guarda lembranças da noite anterior onde ele se apoiou no meu colo enquanto seu mundo ruía e fez esse pequeno quarto de cortinas cor de rosa - sobre as quais ele sempre zomba de mim, de onde veio o apelido de 'minha menina' - durante essas pouco mais de oito horas, se transformar em nosso mundo.

Onde eu contei a ele minhas milhares de histórias sem pé nem cabeça e piadas sem graça que eu havia ouvido em vários lugares dos quais não me lembro, só para distraí-lo de si mesmo e de seu coração partido enquanto eu ignorava o meu.

Mas, sempre quando ele se vai, não posso ignorar meus sentimentos exaustos, não posso ignorar que eu o deixei usa-los mais uma vez...contra mim.

Não posso ignorar a terrível diferença entre adorar e amar.

Quando ele passa por aquela porta, não consigo parar de me perguntar quantas vezes ainda deixarei que ele faça isso comigo... ao mesmo tempo em que não consigo parar de perguntar a mim mesma o que eu farei se/quando ele não voltar.

Não consigo ignorar esse medo gritante de terminar sozinha. De ser sempre a garota que coloca o mundo dos outros em suas costas, mas jamais será o mundo de ninguém. Que sempre se limitará a ter um conhecimento teórico sobre o amor, que sempre será alguém que pode ser adorada...

Mas, jamais amada.

Tenho medo que o tempo passe e que ele e seu coração partido precisando de cura sejam a única amostra de amor que eu tenha, mesmo sendo o tipo de amor errado. O tipo de amor que me mata um pouco cada vez que ele atravessa aquela porta.

O tipo de amor sobre o qual os contos de fada jamais me alertaram.

Uma parte de mim, quando ainda uma garotinha, acabou por acreditar, baseada em todas as histórias que ouvi que, se você amava alguém o suficiente, seria natural que essa pessoa te amasse de volta...
Havia dragões, bruxas, torres... mas, no final, sempre havia o amor que fazia toda a história valer a pena.
Havia o tipo de amor capaz de salvar.

Havia o tipo de amor que, agora, me salvaria dele...
E de mim.
E dessa minha insana necessidade de cuidar dele, de mantê-lo seguro mesmo que ele nunca me dê essa mesma certeza de que jamais estarei sozinha.

De que eu serei amada.

#EuLi&Vi - P.s Eu Te Amo ~ Cecelia Ahern

Antes de começar a resenha queria agradecer muito a Pah - novamente ^^ - porque foi através do blog incrível dela, o Livros e Fuxicos, que eu ganhei esse livro (e também Charlotte Street que logo terá resenha *--*) através de uma promo.
Realmente aconselho que todos visitem seu blog, é lindo além do que, ela é uma das pessoas mais legais e gentis que já conheci e escreve muito bem resenhas e posts variados :)

Mas, bom, vamos a resenha? =P

~*~


Sempre que termino um livro, paro e tento pensar em uma única palavra que possa...defini-lo talvez.  Como ao ler Cante Para Eu Dormir, que a palavra mais do que justa foi alma. Mas, com P.s Eu Te Amo eu não consegui. Talvez porque "Gerry" não podia ser essa palavra rsrs'

Ou talvez porque Cecelia Ahern tenha me presenteado com milhares delas.

Acho que todo mundo sabe - mais ou menos - o que se passa nesse livro. É a história de Gerry e Holly, um casal -almas gêmeas- que tinham tudo para serem felizes para sempre.

Infelizmente, uma doença tira Gerry de Holly cedo demais e, quando ela pensa que não suportará a dor, ele - mesmo após sua morte - consegue mostrar a ela o quanto a ama. Deixa envelopes, um para cada mês que serão os mais difíceis e nos quais ela terá que aprender a viver sem ele.

“ Lágrimas rolaram por seu rosto ao analisar a lista de nomes em sua agenda de telefones. A maioria das pessoas entre seus contatos não tinham sequer telefonado desde a morte de Gerry e, assim, ela não tinha mais a quem recorrer (...)
Teclou o primeiro número que lhe veio a mente.
‘Oi, aqui é o Gerry. Deixe seu recado após o sinal e ligarei de volta assim que puder.’
- Gerry, - ela começou a chorar – Eu preciso de você.”


Me lembro que chorei muito ao ver o filme pela primeira vez- e também nas outras 365 vezes que o reassisti O.o' rsrs' - por isso, ao pegar esse livro achei que seria impossivel superar as emoções que o filme havia me dado. Pela primeira vez achei que faria uma resenha dizendo com todas as letras que preferia o filme.

Mas, a autora me surpreendeu.

O filme não poderia ter tudo o que as palavras de Cecelia Ahern me deram ao mesmo tempo em que o livro por si só não teria me feito entender por completo a vida que Holly havia perdido.

"Detestava não sentir excitação alguma e não ter nada por que ansiar. Sentia falta de ser amada. Sentia falta dos olhos dele sobre ela quando entrava em um cômodo; sentia falta dos seus toques, seus abraços, seus conselhos, suas palavras de amor.”

O filme e o livro se completam de uma maneira que eu nunca vi uma adaptação fazer.

O modo como a autora escreve faz você passar pelo mesmo processo de cura lento e doloroso que Holly está passando; faz você 'habitar' nela e entender que não há nada mais ridículo do que dizer a alguém que tudo ficará bem quando se perde alguém.

“Direi que fico fula da vida sempre que me dizem que o tempo cura quando, ao mesmo tempo, também dizem que a ausência aumenta a saudade, o que em deixa confusa, porque quer dizer que quanto mais tempo passa, mais eu sinto falta dele.”

E foi impossível não me apaixonar por todos os personagens de Cecelia, mesmo que eles tivessem algumas mudanças em relação ao filme - Daniel por exemplo; no filme não tem nada a ver com o livro! Já que em um ele é um atrapalhado e no outro ele é perfeito. Outro personagem que me surpreendeu por ser diferente foi a mãe de Holly; no filme ela é uma mãe cujo marido a abandonou e por isso é meio ranzinza e não se aproxima dos filhos e no livro ela é muito bem casada e é a base de Hollly. - 
Tirando isso, nas páginas, os sentimentos de Holly testemunhados no filme foram infinitamente mais fortes e reais. Além do que, foi mais fácil perceber o quanto suas amigas Sharon e Denise foram, além das cartas de Gerry, essenciais para que ela não 'morresse' junto com Gerry como queria.

“ Perdida e sozinha. Chorou por Gerry, chorou por si mesma com soluços fortes que faziam suas costelas doerem sempre que tentava recuperar o fôlego. Não queria mais ficar sozinha e não queria que sua família visse a solidão que ela tentava esconder de todos. Só queria Gerry de volta e não se importava com mais nada. Não se importaria se ele voltasse e eles discutissem todos os dias, não se importaria se eles não tivessem dinheiro e nem casa.


Só queria ele.”





Já o filme, foi o maior responsável pela meu amor por Gerard Butler!! Gerry já que no filme conhecemos Gerry pela memória de Holly e, assim como ela, nos apaixonamos também.


“Não conseguia se desapegar.
Não conseguia se desapegar porque não queria, não queria se desapegar porque ele era tudo o que ela tinha.
Mas ela não o tinha, por isso se sentia perdida e confusa.”


Na minha opinião, depois de Orgulho e Preconceito, essa foi a adaptação que teve a melhor escolha de atores para os papéis principais. A química entre eles, e o ótimo trabalho trouxe a história a um novo nível *-*

Por isso eu digo que se você pretende ler o livro não pode perder o filme e vice versa. É uma história de amor que merece ser conhecida - e amada - de todas as maneiras.

Pela qual você vai se apaixonar :)





“Guarde nossas lindas lembranças. Mas, por favor, não tenha medo de criar outras.
Obrigada por em dar a honra de ser minha esposa. Por tudo, sou eternamente grato.”


Algumas coisas...



"E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer.
Eu vou sobreviver.
O que eu ganho, o que eu perco...
Ninguém precisa saber."
~Lulu Santos - Apenas mais uma de Amor ~

...precisam ser ditas.
Algumas coisas precisam ser ouvidas.
Por mais que machuquem, essas mesmas coisas, ás vezes, tem o poder de mudar tudo pra sempre.
Porque, só a partir do momento que você ouve algo que destrói - como adeus, como... eu não te amo - talvez seja só a partir dai que você se torna capaz de seguir em frente.
De virar a página ou talvez, se não for o suficiente, fechar enfim o livro.
Dizem que o que aprendemos na dor nos torna mais forte; talvez aqui haja o mesmo princípio.
Algumas dores são necessárias.
Ás vezes você precisa deixar esse alguém sair da sua vida.
Ás vezes você precisa dizer adeus.

[Eu Li] Cante Para Eu Dormir - Angela Morrison


Oi, (:

Essa é, provavelmente, a resenha mais curta que já fiz de um livro. Mas, aprendi - ou pelo menos é minha opinião - que você não precisa se demorar a falar de um livro porque gostou dele. Se você descrever com o coração o que sentiu ao lê-lo...as pessoas simplesmente sentirão também. E saberão tudo o que você quis dizer não importa quantas palavras tenha usado.

E por alguma razão, acho que será o suficiente.

Sinopse



Cante para eu dormir revelará a dura realidade da vida, a energia firme da amizade e mostrará que o verdadeiro amor transcende tudo. O livro conta a história de Beth, uma garota que sofre bulling e passa toda sua infância sendo rejeitada por sua aparência. As únicas pessoas a aceitá-la são sua mãe e seu melhor amigo, Scott. Mas tudo isso fica para trás quando ela é convidada para ser a vocalista do coral da escola e recebe a transformação que lhe dará a oportunidade de conhecer um amor que vai além de tudo, até mesmo da própria vida.Derek é tão lindo, tão doce, tão fantástico que Beth acha que não merece, mas quer experimentar, mesmo estando á milhas de distância. Porém, existem segredos não revelados entre eles.A história reúne as mais profundas emoções humanas: decepções, tristezas, alegrias, amores e paixão, muita paixão, que ficará gravada em cada coração por muito tempo, mesmo depois do término da leitura.




Não sei o que dizer sobre esse livro. De verdade.

Se eu pudesse descrevê-lo em uma única palavra eu escolheria Alma. Esse livro tem mais alma do que qualquer outro que já li. E por isso, e por vários motivos - mesmo que possa estar movida pelo fato de ter acabado de termina -lo - ele se tornou assim, meu preferido de todos que já li.

É sensível, é puro...Usando as palavras de Derek - é imaculado.

É a história mais incrível que já li sem precisar de qualquer artificio pra isso...só sendo real.

E seu fim... foi como respirar depois de ficar um tempão embaixo d'água e só assim eu percebi o quanto fui abraçada e envolvida pela história de Derek e Beth. Uma história mais cheia de amor em suas 353 páginas, no que na soma de qualquer de todos os livros que já li.

Lindo e puro... sei lá, não sei explicar. Explicar sentimentos é mais difícil. E o que eu senti depois de ler essa história é único demais para que eu consiga dizer.

O tipo de história que só te faz ter certeza que livros podem dar muito mais ao leitor do que uma distração. Livros podem te dar coisas que você leva dentro de você - muitas vezes até sem que você perceba - para sempre.

E, não importa quantos livros eu ainda leia, sempre haverá Cante para eu Dormir habitando em uma grande parte de mim.

"Quero algo puro... imaculado.
Seja isso pra mim."

O Príncipe Errado

" Você nunca vai encontrar o cara certo,
senão deixar o cara errado ir"
- Tati Bernardi -

Talvez eu deva seguir seu conselho, Tati Bernardi.
Talvez eu deva deixa-lo ir.
Mas, eu só queria saber se é normal que doa tanto.
Se é normal que eu chore noites inteiras por alguém que eu sei que é o cara errado. Que eu sei que não é por quem eu tenha esperado.
É normal ter o coração partido e a mente impregnada por ele, mesmo que eu saiba que só estou tentando encaixa-lo em um final feliz que não é dele? Em uma história que não pertence a ele.
Meus sentimentos estão claros dentro de mim...no entanto há uma parte de mim que se contorce na ausência dele.
Embora eu saiba que ele não pode curar a falta que o cara certo me faz... o cara errado mantém a dor longe das minhas feridas. Ele não tem o poder de cicatriza-las, mas ainda assim o alívio da presença dele, parece o suficiente.
Uma parte de mim, Tati Bernardi, precisa dele,
Porque talvez o cara errado seja mesmo o príncipe...talvez o erro seja que eu não sou a princesa certa.
E eu não sei bem o que fazer com esse meu egoísmo de querê-lo aqui quando a única coisa certa a se fazer é deixa-lo ir...
Mas, você está certa Tati.
Você está certa.

I Love You 'Till The End


Não me olhe assim.

Eu só não sei exatamente como seguir em frente quando alguma parte essencial ficou em algum lugar lá atrás... em um passado jamais distante.
Em um sábado a noite nada qualquer no qual você me chamou pra dançar sob a chuva. Não havia ninguém na rua para nos ver, aquele casal pouco provável, mas você disse que eu e você sempre seriamos o suficiente.
Então, nossos passos molhados foram guiados por "I Love You 'Till The End" e eu sorri levando os olhos ao céu para agradecer e senti que as gotas de chuva eram a melhor resposta que eu podia querer.
Você rolou os olhos para minha teimosia, mas ainda assim sorriu quando eu te fiz prometer que assistiríamos "P.s Eu Te Amo" juntos pela milésima vez, assim que voltássemos pra casa.
Você me perguntou mais uma vez porque eu gostava tanto do final não tão feliz daquela história e eu sussurrei que ela me fazia dar mais valor a melhor coisa que já havia me acontecido. Você pressionou seus lábios demoradamente em minha testa e eu lhe confessei que você era tudo o que eu precisava.

Me debati como um peixe fora d'água quando a lembrança se apagou, deixando um vazio pior que a própria dor.
Como seguir em frente quando tudo o que se deseja é se afundar nas cartas e fotos espalhadas pelo chão da sala, e viver aqueles instantes para sempre?
Como seguir quando você sente que um soluço pode te partir ao meio?

Da Mente ao Coração


Por...que?
Quando?
Em que momento você baixou a guarda e se apaixonou tanto assim?
Por que ele?
O que no sorriso bobo, nos gestos despreocupados...o que nas palavras lindas nas quais você jurou nunca mais cair acabou fazendo esse estrago?
Você tinha prometido lembra? Prometido a si mesma que não. Nada de amor, de se amolecer com palavras bonitas, de sorrir feito boba quando alguém disse que sentiu sua falta.
Você prometeu. Eu posso até tentar evitar pensar nele, mas você tem que parar de machucar essa garota.
Nenhum de nós, nem eu mente, nem você coração...nenhum de nós quer isso.
Já fomos ambos dizimados uma vez...já sabemos oque é destruição.
E ela não quer mais se apaixonar você não vê? Dói, lateja... parte ao meio. E ela chora quando pensa nisso.
Você deveria saber. Os golpes mais duros foram em você, nesses casos o coração é quem mais sofre.
Mas, a mente fica doente. Eu juro que tentei não lembrar...juro que tentei distraí-la com todas as forças que pude, tentei fazê-la ver aquele cara incrível, logo ali ao lado dela, mas ela não viu. Seus olhos estavam cegos por eles; as lágrimas incapacitavam-lhe a visão.
Ela não quer viver aquilo mais uma vez... e você, coração, não ajuda.
Tínhamos combinado que eu assumiria a partir daquele momento, lembra?  Ser racional machuca menos, as vezes. Ser racional muitas vezes é o melhor.
Afinal, o que pensar através do coração dela, trouxe de bom? Além de lembranças incríveis... que ela desesperadamente tenta esquecer.
Além de ferimentos dos quais ela não consegue se curar.

A Contadora de Estrelas





~* "Eu te odeio", disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. 
"Eu te odeio", disse muito apressada.
Mas não sabia sequer como se fazia. (...)
Onde aprender a odiar para não morrer de amor? *~

- Clarice Lispector -


E se perdeu, o que ela planejava dizer...
O "Eu te odeio" ficou preso em algum lugar entre seu coração e a garganta... tirou-lhe o ar.
Porque quando ela olhava pra ele, ódio era a última coisa que sentia.
Queria que ele nunca houvesse dito a ela que ela não habitava em seu coração...mas agora era tarde demais.
A ignorância, ela pensou em meio a dor, seria uma benção agora.
Os contos de fadas mentem... o amor não cura tudo.
Ela quis poder exorcizar esse amor gritante que lhe partia o peito... e ele, sem culpa alguma, não fazia idéia da batalha que ela travava dentro de si.
Queria ser forte o suficiente para ali mesmo, onde ela finalmente soubera que o amor era unilateral, que ali mesmo ela pudesse arrancar aquele sentimento de dentro de si e jogá-lo no chão aos pés dele.
E ela queria odiá-lo. Mas não podia.
Não quando seus olhos, olhavam pra ele...e enquanto ela chorava ele não sabia o que fazia ao certo; se ficar e abraçá-la ou partir como se assim levasse a dor.
Ela viu em seus olhos, e isso foi o que mais doeu...ele nunca quis machucá-la.
Mas que diferença fazia? Seu coração estava partido do mesmo jeito.
Queria gritar com ele, com todo o ar que tinha em seus pulmões debilitados... queria cerrar os punhos e bater contra o peito dele com toda a força que tivesse e perguntar...
Perguntar oque? Nem mesmo ela sabia.
Talvez perguntar por que ele não a amava. Embora ela soubesse que essa seria a única pergunta a qual ele não poderia respondê-la.
No entanto era a única que importava.
Tentou pronunciar novamente as palavras que ela pensava que queria dizer... mas não podia. Não queria.
O amava.
Mas, não queria mais sentir.
Queria se desligar ali, naquele momento... queria que houvesse algum botão que parasse aquilo tudo. Queria desistir.
Porque seu amor não a queria... não havia final feliz algum ali.
Mas, ela...pobre garota que contava estrelas... por algum motivo que ela nunca entenderia...talvez puro masoquismo, queria permanecer ali.
Naquele lugar onde ela colocou as cartas na mesa... e viu o vento levá-las.
Naquele momento em que seu coração jamais partido, percebeu que o amor não é de frases e poesia... é de lamento.
Ficou ainda mais triste ao lembrar-se da poesia. As exatas 17 cartas que ela tinha na bolsa, as quais durante o último mês havia escrito pra ele.
Pensou em entregá-las, mas faria alguma diferença agora?
Pensou em jogá-las fora como o amor que dedicara, mas era um pedaço seu e dele habitando-as...Um pedaço do qual ela não podia se livrar, ainda não...
Lembrou-se do desenho, meio rabisco, que havia feito do rosto dele... perguntou-se se poderia olha-lo novamente sem partir ao meio.
Quis rasgá-lo... mas sabia que não teria coragem.
Quis esquecer...
Quis não ser mais uma garota com o coração partido, quis...tanta coisa.
Quis não morrer de amor.

#EuLi - O Menino do Pijama Listrado



~*~
Esse livro me surpreendeu. Acho que é o comentário mais verdadeiro que posso fazer para começar.

Nunca pesquisei muito sobre a história embora sempre tivesse curiosidade acerca do livro e isso foi ótimo no fim. Me fez apreciar o livro de uma maneira que ter lido resenhas ou ouvido comentários anteriores não teria permitido.

Ao pegar o livro, a primeira coisa que pensei foi que ele seria talvez uma..."versão masculina" - já que o personagem dessa vez era um menino - do livro A Menina que Roubava Livros.

Mas, eu fico feliz em saber que estava enganada.
Quer dizer a temática é a mesma; o nazismo...mas é diferença observar tudo aquilo pela inocência dos olhos de uma criança de 9 anos.

Uma das coisas que mais pensei ao ler "O Menino do Pijama Listrado" foi em como é diferente ter lido por vários anos escolares, como o nazismo matou milhares de pessoas. Mas, agora eu percebi que ao ler aquelas informações em livros didáticos, aquelas pessoas tomavam a aparência de apenas números. Não importa quantas mil pessoas eu tivesse lido que haviam morrido naquele período, é completamente diferente quando, de certa maneira, você conhece uma delas.
Shmuel.
Não me lembro de ter me apegado tanto a um personagem antes. Talvez ao Rudy de A Menina que Roubava Livros, mas ainda assim havia algo diferente em Shmuel não só porque ao contrário de Rudy ele era judeu, mas havia algo que o autor nos permitiu captar nele.
Talvez esperança...ou fé. Algo maravilhoso, seja o que for, em tempos como aqueles.

Em como, através de Bruno você vê tudo pelos olhos dele.

O fim, mesmo que eu não vá acrescentar spoiler foi estranhamente o que eu supus que seria. E foi o certo, pra mim pelo menos embora eu saiba que algumas pessoas provavelmente não concordariam.

Ainda assim, acho que esse livro não teria me encantado tanto se não tivesse seguido o que seguiu.

Para os nazistas não havia inocentes.

Não falei muito sobre as história em si, propositalmente. Quero que você tenha exatamente as mesmas surpresas e se encante sem pretensões...como eu. Talvez o motivo dessa resenha seja só...compartilhar o sentimento que tive ao ler esse livro.

Talvez eu deva terminar essa resenha com uma frase de A Menina que Roubava Livros, mesmo que como eu disse esse livro tenha enfim escapado a comparação.

Não me perguntem o porque, ela simplesmente veio a minha mente milhares de vezes ao ficar longos minutos em silêncio com o livro fechado contra o peito após terminado.

Esse trecho fala sobre o ponto em que o nazismo matou milhares de pessoas na frança:

"Eles eram parisienses.
Eles eram franceses.
Eles eram VOCÊ."

Náufragos


"E eu desistiria da eternidade para te tocar
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o mais próximo do paraíso que chegarei
E eu não quero ir para casa agora"
~ Iris - Goo Goo Dools ~

Talvez não seja saudável querer aprisionar assim, esse momento. Como manter entre as mãos segundos de uma eternidade.
Ter medo de respirar, ou de fazer qualquer outro movimento que possa te acordar, por que eu sei que isso só traria mais uma vez, milhões de desculpas por não me amar...por se sentir egoísta por me manter aqui.
E eu sequer sei que nome dar a mim mesma por só querer um segundo disso; dessa doce mentira.
Desse silêncio que é só nosso e que realmente não tem nada a dizer.
Todas as palavras já foram ditas, todas as lágrimas derramadas...As primeiras eram suas; as segundas eram minhas...
Esse segundo, de uma farsa consentida, em que eu finjo que essa noite, você adormecido ao meu lado, nada mais é que um segundo a mais de uma rotina perfeita. Um segundo entre milhares que ainda serão nossos.
Mas, eu sei que quando você acordar a consciência trará a dor de volta. A saudade de outro alguém que eu não posso ser...uma parte sua que eu não posso alcançar, não importa quais sejam meus esforços pra te manter inteiro.
"Shhh" eu sussurro, aos tocar com leveza os vincos de suas sobrancelhas unidas e, de uma maneira ou de outra eu sei que os pensamentos que te assombram em seus sonhos tem o rosto dela, o nome dela e as milhares de vezes em que ela jogou o seu amor, que seria tão precioso pra mim, pela janela...E eu não entendo, mais uma vez, por que você sempre volta...sempre, sempre...
Como se houvesse algo nela que te torna incapaz de seguir em frente...a menos que ela esteja com você.
Ah, sim. Esse sentimento, eu entendo. Embora quisesse não compreender.
Somos dois náufragos; você e eu. 
Perdidos em nós mesmos, amando quem não deveríamos. 
Pedindo ajuda a quem se nega a nos salvar.

Broken Smile


"Nem sempre são arco-íris e borboletas
É o compromisso que nos move juntamente
Meu coração está cheio e minha porta sempre aberta
Você pode vir qualquer hora que você quiser
Procure a garota com o sorriso partido
Pergunte a ela se ela quer ficar por um tempo
E ela será amada"
- She Will Be Loved - Maroon 5 -


Sou a garota sentada na escada com uma taça intocada de vinho ao seu lado.
Embora fosse infinitamente melhor sentir a dor menos...lucidamente, ainda assim eu me nego a camuflar qualquer sentir que venha de uma lembrança sua.
Embora soe masoquista, minha mente ferida compreende que essas lembranças, dolorosas ou não, são partes de você também. E eu não consigo abrir mão de nada de você que habite em mim.
É louco, e um tanto idiota...mas é amor na sua forma mais pura.
Você teria rido disso; da minha eterna aversão a bebida vestida de coragem e também da cena em si. Você teria rido.
E saber exatamente o que e como você faria, só me magoa mais.
Sou a garota nas escadas com uma lágrima solitária descendo pelo rosto, embora não seja apenas meu pranto que seja solitário.
Sou a garota do sorriso partido.
Percebo ao ouvir o som no andar de cima, que deveria ter ido mais longe. Deveria ter passado pela porta pelo menos. Mas, de alguma maneira é bom e triste ao mesmo tempo saber que estamos a alguns passos um do outro.
Embora nenhum de nós pareça inclinado a engolir o orgulho e matar essa distância.
Mas, pensando bem, talvez eu saiba porque eu não fui embora como gritei a plenos pulmões que faria.
Eu não vou desistir de você.
É a única certeza que tenho por enquanto. Não há nenhum plano de ação, eu simplesmente sei que o que temos...é incrível.
E eu não quero sair antes de ter o último segundo disso.
Sou o tipo de garota que sempre fica segundos a mais encarando a última frase de um livro. Que fica no cinema por mais um momento depois que as luzes se acendem e a vida lá fora começa.
Sou a garota que vai ficar aqui até que a bagunça interior se ajeite e eu possa finalmente arrumar o que nós fizemos ai, do lado de fora. Pode demorar...meu interior está uma bagunça nesse momento.
Ambos dissemos coisas horríveis...ambos fomos idiotas.
Mas, talvez o amor seja isso também; perdoar as idiotices alheias e as próprias quando se tem certeza do que se quer.
E eu quero você seu bobo, irritante. Quero você com cada gota do meu sangue.
Ao mesmo tempo que espero que ainda aceite essa insegura e histérica garota que está tentando perder o medo de amar tanto alguém como ela ama você.

Sobre... 'Ele'


No fundo do seu coração, eu sei que você sabe. Acho até que você sempre soube.
Não é ele.
Talvez esteja na hora de parar de tentar se enganar ou de achar que se você tentar com força o suficiente, ele vai se tornar..."ele". Não é que você não sinta absolutamente nada por ele, é que o que o que você sente não é o suficiente.
Só...não é ele. E não importa o quanto você tente fazer isso dar certo; ele nunca será. Por que você não pode ficar com o cara errado só por que está com medo de esperar o cara certo.
Eu sei que ás vezes é cansativo esperar pelo seu 'cara certo' e a cobrança que há pra você se apaixonar não ajuda em nada, mas você tem que admitir que a cobrança é mais sua do que de qualquer pessoa.
Porque os livros que você leu, os filmes que assistiu, os poemas de amor que te encheram a alma... eles te fizeram saber que ele existe e quando ele chegar, ele mudará tudo. E você esperou como uma princesa no alto da torre , mas a cada batida do relógio você tem vontade de chorar.
Você só está com medo. Eu sei. Você sabe.
Medo de estar esperando em vão, de que o amor não saiba onde você mora. Está com um medo terrível de não perceber quando ele chegar e, sem perceber, acabar deixando ele ir. Morre de medo, na verdade treme perante a idéia, de que o amor só aconteça na Tv ou em um de seus livros da prateleira. Teme que o amor não exista.
E embora você saiba que todos esses medos são apenas fantasmas em um coração cansado...ainda assim você tem medo.
Pode acreditar, eu sei como é...mas, sabe todas aquelas histórias de casais que passaram a vida inteira juntos e ainda parecem se amar como na primeira vez que se viram?
Bom, você acha mesmo que todo esse amor veio sem entrega, paciência, esperança e...fé? Fé acima de tudo. Porque o amor sabe sim onde você mora e o cara certo existe sim. Ele só não está ainda diante dos seus olhos...ou talvez esteja, mas você talvez não esteja pronta para ver.
E o amor não habita só em telas de cinema, frases clichês e páginas empoeiradas.
E ele existe! Claro que sim. Afinal, é o amor, não Nárnia!
Eu, por exemplo, nasci com amor correndo incansavelmente em meu sangue . Incrustado em meu DNA.
E ele é mesmo a força mais poderosa da Terra. Ele muda e molda as pessoas e ninguém consegue ser o mesmo depois que é habitado por ele...
E, mesmo que tenha um fim doloroso...de certa maneira nunca tem fim. Vez ou outra, dá as caras dentro da gente. Despertando lembranças que a gente quer e ao mesmo tempo não quer esquecer.


Queria poder te dizer tudo o que eu sei. Queria que você pudesse ver como eu vejo.


Mas talvez seja essa a mágica...Talvez seja isso, essa "expectativa" que torne especial e melhor no fim.


E embora eu não possa dizer, preciso reafirmar; ele existe! E mesmo que eu não saiba exatamente onde ele está, eu sei que ele vai encontrar você. O amor vai esbarrar em você quando você menos esperar. Fazer o que? O amor é do tipo que gosta de chegadas triunfais.
Só não perca a fé, está bem? Ele está esperando por você em algum lugar. Talvez na próximo rua, talvez do outro lado do oceano.
Mas, você só vai descobrir se entender que o amor não chega quando a gente quer. E não vai embora quando a gente manda.
Mas, quando ele chega, ele fica...e é pra sempre.
Ignore todos que te disserem que não. Que você deve desistir e ficar com o cara bonito, mas sem conteúdo. Ou com aquele outro que é o seu amigo e que seria confortável gostar dele mas que não é quem faz seu coração bater mais rápido.
Tem muita gente amargurada por ai que vai tentar te convencer, que se eles não acharam a pessoa certa e se contentaram com a pessoa errada, esse será o seu destino também. Mas não ouça isso. Isso é conversa de coração atrofiado que deixou o medo sufocar a fé e ficou com qualquer um por que teve medo que a pessoa certa não chegasse.


Não perca a fé. Prometa.


Por que o amor chega pra todo mundo, acredite em mim. O caso é que quando ele chega, muito gente já tinha fechado a porta. E passa o resto da vida reclamando por que não deixou uma fresta, uma réstia de luz para o amor achar o caminho.


Não seja uma dessas pessoas. Não deixe o seu medo te impedir de ter algo incrível.


Tenha fé, pequena! Não importa que pareça loucura para qualquer outra pessoa...Um dia você vai ver que cada segundo de espera comprou uma eternidade.


Não desista. Prometa.


Por que quando a gente pára de acreditar é o exato momento em que começamos a morrer por dentro.

Just...



Não diga "Eu te Amo" como se fosse adeus.
Palavras não doem menos quando maquiadas.
Só não faça soar tão errado vindo de você, como se fosse uma peça de um quebra cabeça que eu tento encaixar teimosamente...mas simplesmente não serve.
Por que você não pode amar alguém e ao mesmo tempo querer ficar longe. Por que pra quem ama, nunca "perto" é perto o suficiente.
Então se esse adeus ecoa tão perfeitamente embora teus lábios digam outra coisa... eu devo te deixar ir.
Se você realmente me amasse seu coração jamais se dividiria em duas direções diferentes em primeiro lugar.
Por que quem ama não vai embora.

Entre a Gratidão e o Amor

"Sou a mulher da sua vida...
Disfarçada de sua melhor amiga."
- Smallville -

Tudo bem, sou só eu.
Algo me dizia que você estava se sentindo mais só do que nunca.
Não precisa disfarçar, limpar a garganta ou dizer que estou enganada ao pensar que você estava chorando... quem foi que criou essa regra idiota de que homens não podem chorar?
Vem cá, deita no meu colo. Deixa eu tocar você, te dizer o quanto você é incrível... deixa eu te dizer pela milésima vez que ela é uma idiota por deixar você ir.
Ri de mim quando eu te peço uma moeda para riscar o carro dela por completo ou me chama de boba, sei lá...
Posso acender a luz?
Sim, eu sei que você diz que não para que eu não veja como seus olhos estão, então tudo bem... só deixa que eu me aproxime, deixa eu mexer em teu cabelo e deslizar meus dedos e desenhar seu rosto. Deixa eu impregnar minha roupa com teu cheiro e ir embora com a sensação de que você está em mim.
Me deixa um pedacinho seu que no fundo eu sei que é dela, mas ao qual ela perde o direito ao te machucar tanto.
Se for preciso eu passo a noite aqui, abraçada a você.
Shhh... não precisa falar nada. Nem sequer precisa me dizer o motivo, eu sei... eu sempre sei.
É ela, embora eu não entenda como alguém pode não amar você.
Não, não diz que nunca mais vai amar outra pessoa... é essa a esperança que me mantém viva.
É, eu amo você... mas não vou te dizer isso essa noite.
Da última vez que tentei fazê-lo, enrolei tanto que quando finalmente consegui forçar as palavras você já adormecera.
Talvez tenha sido melhor assim.
Seu coração está machucado demais, eu sei... o meu também está. Mas tento me esquecer do meu enquanto curo o seu.
Talvez enfim não haja espaço pra mim ai dentro agora. Tão machucado e sozinho esse seu coração cego para o fato de que eu sempre estou aqui. Que eu sempre vou estar.
Durma, meu amor. Eu ainda vou estar aqui provavelmente, deitada ao seu lado fingindo que é assim que eu acordo todos os dias...me rendendo ao desejo de que assim seja. Fecha teus olhos que, como sempre, vou beijar tuas pálpebras fechadas orando para que receba uma paz que nego a mim mesma em troca da sua.
Descansa esse seu peito cansado de lutar contra a dor de amor não correspondido...eu conheço muito bem essa dor e não posso te dizer que vai doer menos amanhã, no entanto o sono apaga lágrimas e os sonhos nos fazem acreditar outra vez.
Ah, como eu queria deslizar por teus olhos fechados e tirar ela dai de dentro; dos seus pensamentos, do seu coração, da sua pele...mas, não é assim que funciona, não é?
Você sabe, eu sei...
Então não sei ao certo por que estou aqui... mas há algo em seus olhos quando um minuto antes de adormecer eles se mergulham em uma gratidão ao olhar pra mim que me fazem acreditar que talvez haja sim algo entre a gratidão e o amor.
Eu preciso ter fé nisso.
Então sim, eu vou estar aqui de manhã. Quando abrir os olhos, eu serei a primeira a vê-los e você não sabe o quanto é tola a felicidade que me toma por isso...
É estupidez, mas o que nesse amor não é?
O que, no fato de eu estar aqui e saber que eu trocaria cada lágrimas sua por um copo de meu próprio sangue, é lógico ou racional?
Que lógica ou racionalidade sobreviveria ao calor de teus olhos ou de suas mãos quando me abraça pela manhã e me agradece por mais uma vez ter recolhido os cacos de um coração que, se fosse meu, eu jamais partiria em pedaços?
Que lógica sobreviveria ao fato de que toda manhã, quando vou embora, eu deixo um pedaço de mim com você?

Castelo de Cartas

"Eu posso ser firme.
Eu posso ser forte
Mas com você...isso não é assim."
- Avril Lavigne -

Há essa garota, tão forte e destemida que ria das histórias de corações partidos e dizia que nunca deixaria que isso lhe acontecesse.
Há essa garota sentada no chão da sala, chorando e olhando fotos e pedindo a Deus pra esquecer.
Ambas se lembram de tudo o que você disse, cada palavra amarga e afiada. A única diferença é que uma delas fingiu não sentir nada, engoliu lágrimas pensando que eram humilhantes, enquanto a outra deslizou para o vazio sem se importar com o que as pessoas pensariam se a vissem assim por causa de alguém.
Mas, ela nunca te considerou qualquer um.
Nenhuma delas, na verdade.
É estranho pensar que elas habitam o mesmo corpo...o meu.
Eu já fui aquela garota. A heroína invencível, com respostas rápidas e que usava sarcasmo como sua melhor arma...até mesmo contra o amor. Ela tinha uma armadura impossivelmente forte e frágil ao mesmo tempo; reclusa em um castelos de cartas.
Mas ela se sentia bem lá dentro... segura o suficiente para lançar ataques a qualquer coisa que a fizesse sentir algo.
Por que sentir, ela sabia, era o primeiro passo para a destruição de tudo.
Mas ela viu você chegar.
Ela não te considerou uma ameaça; afinal, o que você poderia fazer? Ela achava que tinha vivido o suficiente, visto milhares de caras como você... ela já tinha repetido a história o bastante para saber o fim.
Mas, você nunca foi igual a ninguém.
Por que você a viu lá dentro, mas não desviou o olhar e procurou algo mais fácil a se querer. Você olhou para o interior do castelo de cartas com persistência...
E ela não pode deixar de pensar que talvez, apenas talvez, houvesse espaço para mais alguém ali dentro.
E quando você entrou... ela nem percebeu quando a fé que ela expulsara a muito tempo veio junto com você.
Ela pensou que você fosse a exceção para a regra que ela estupidamente impunha.
"A Bela e a Fera". Ela amava esse conto. Secretamente. Mas ela nunca pensou que pudesse acontecer...
Até que o príncipe virou a fera.
Horrorizada, só naquele momento a garota forte teve medo ao perceber como você a impregnara. Como estava no sangue em suas veias, no reflexo dos seus olhos, em cada palavra dela...impregnado em suas pele.
E você se negou a sair.
Você tinha tirado a armadura milímetro por milímetro, seu toque de seda retirando a única proteção que ela deixara permanecer como se uma parte racional de seu cérebro ainda não tivesse sido invadido pela fé tola em você.
Mas, quando ela confiou em alguém você estragou tudo.
E agora ela...eu, não sei o que fazer com a garota na sala chorando. Não sei como dizer a ela...a mim mesma... que é melhor largar as cartas, por que você não deixou chance de reconstrução.
Eu não sei como dizer a ela que...acabou.
No fundo não sei dizer adeus a você.
Eu, a garota com dor sentada na sala, vendo malditas fotos suas e acariciando seu rosto nelas mesmo que odeie se pegar fazendo isso.
Ou mesmo eu, a garota que pensou não ter coração até senti-lo partido.
Estamos perdidas... todas as "eu". Todas as partes de mim.
Por que você não olhou para trás? É uma pergunta idiota diante de tudo, mas ainda assim...por que?
Como um condenado e seu último pedido...talvez fosse isso. Um olhar sobre o ombro, um "adeus" com som de "até logo"... qualquer coisa.
Qualquer coisa seria melhor do que estar aqui.
Eu trocaria um segundo dentro do meu castelo, mesmo quando ele ainda estava de pé...por um segundo de você.
Por uma mentira que seja.
Aquelas mentiras piedosas que a garota destemida sempre teve nojo...
Mas que a garota do coração partido precisa agora.

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Olá, (:

Bom, queria pedir desculpas a vocês. Desculpe a ausência nos blog's de vocês e até no meu próprio blog. Eu amo o Letras Eternas e não o abandonaria sem motivo e vocês são incrivelmente importantes também para que eu o fizesse.
Precisei dessa... não posso chamar de "pausa" por que eu vinha aqui e até visitava seus blogs, mas meu coração ficou inerte por um tempo. Eu precisei disso. Agradeço a todos que vieram por aqui ao mesmo tempo em que peço desculpas, mas voltei agora. Me sinto mais..."eu" de novo. ;)
Desconexo né? =P Enfim...

~> Beijusss a cada um...;*

Vice Versa


E você só precisa olhar uma vez pra saber que ele não seria nada sem ela...e vice versa.
É o tipo de cena que você vê e sente um certo vazio, como se fosse a resposta para o porque dos amores passageiros não serem mais o suficiente pra você.
Como uma voz persistente que fala baixinho "Viu? É por isso que você se sente tão só"
"É pela falta disso", me corrijo mentalmente.
Eu sei o quanto é estranho observar um casal de desconhecidos assim, mas eu não consigo desviar o olhar. É como não saber se algo é verdade ou mito e então ver isso se concretizar diante de seus olhos.
Pra ser sincera, ultimamente eu começava a pensar que o amor era apenas matéria prima para incentivar o consumismo. Toneladas de livros, de filmes, cartões e músicas que te convencem que, onde quer que você esteja, o amor vai te encontrar. "Pra quê?" eu me perguntei "Que tipo de mente doentia nos daria essa esperança oca? Que tipo de sádico inventaria isso de felizes pra sempre??"
Isso eu pensava antes de vê-los juntos.
Percebi o quanto era tolo o medo de ser pega olhando-os; eles não tinham consciência de que eu estava ali.
Os olhos dela eram exclusivamente dele e vice versa.
Naquele tipo de conexão eu, uma observadora passiva, jamais poderia interferir.
O olhar que trocavam era incrivelmente íntimo como um beijo prolongado ou um Eu te amo sussurrado contra a pele.
Ele deslizou os dedos pelo rosto dela como se ela fosse incrivelmente quebradiça e eu soube que aquele era o tipo de homem que nunca magoaria um mulher.
Ela fechou os olhos sob o toque dele e sorriu um dos sorrisos mais sinceros que já vi e eu soube que que ela jamais amaria outro homem.
Percebi que ele era dela e vice versa.
E quando ele finalmente a beijou suavemente e então com mais intensidade eu percebi que secretamente eles estavam dizendo Eu te amo de uma maneira que eu nunca veria novamente.
De uma maneira que eu, a observadora passiva, pude sentir em minha própria pele.
Aquele beijo parecia ultrapassar o físico; era como a luz de duas almas se tocando. Era uma promessa de Pra sempre que força nenhuma ousaria quebrar.
O tipo de toque que me fez crer na lenda antiga que diz que temos a outra metade de nossa alma em algum lugar e que é por isso que nos sentimos sós muitas vezes. Que fomos separados e agora sofremos a falta de nossa outra metade e que só seremos inteiros quando encontrar essa parte que falta.
Acho que essa é a felicidade que tantos falam.
E foi então que eu senti aquela incômoda dorzinha em meu peito vazio que já me perseguia a tanto tempo e eu soube que era daquilo que eu precisava.
Descobri que se eu precisasse orar pelo restos dos meus dias para ter um segundo que fosse daquilo que aqueles dois compartilhavam eu passaria a eternidade implorando.
Se eu precisasse nascer e renascer meu coração até que ele fosse bom o suficiente para ter em si algo grandioso como o que eles tinham eu, pra sempre, renasceria.
Me levantei, ignorando a parte do 'passiva' em meu 'eu' observadora e quando o beijo teve fim me aproximei.
Um sorriso tolo, uma pontinha de esperança assustadoramente viva querendo dar as caras novamente.
Uma única palavra:
- Obrigada.
E eu sai sabendo que eles nunca entenderiam, mas sinceramente eles não precisavam entender. Só queria pedir a eles que me prometessem que não deixariam aquilo que tinham morrer, que dariam tudo até mesmo seu sangue para que nada os fizesse esquecer o porque e quanto se amavam...
Mas um rápido olhar sobre o ombro me fez crer que eles nem sequer precisavam prometer.
Por que ela jamais desistiria dele...
E vice versa.