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A Love Song



"A mesma cama, mas parece um pouco maior agora
Nossa canção no rádio, mas ela não soa como antes
Quando nossos amigos falam sobre você tudo o que isso faz é me arruinar
Porque meu coração se parte um pouco quando ouço o seu nome"

- Bruno Mars -

Meus pés descalços sussurram pelo piso assim que me livro dos meus saltos negros desconfortáveis.
Deslizo para o interior do apartamento que, em silêncio, me dá solitárias boas vindas.
Passo pela sala, ligo a Tv e a deixo em um volume baixo e murmurante para que a casa seja preenchida pelo som de algo além das minhas roupas deslizando pelo meu corpo.
O vestido negro desliza para o chão com nada mais que resquícios de mais um dia no qual não encontrei aquela quase-lenda chamada amor.
Um suéter cinza, nublado como a cor dos meus olhos, o substitui. Alguns números a mais do que deveria, as mangas engolem minhas mãos, enquanto a gola desliza pelo meu ombro deixando-o exposto.
No rádio, acima do som reconfortante da Tv, encontro uma batida suave, ritmada pela voz sussurrante de uma mulher em uma canção de amor.
Me encolho no sofá, a casa engolida pela escuridão que só é interrompida pelas luzes que a Tv lança nas paredes da sala, a voz de alguém que ensina uma receita que nunca farei ou as últimas cenas de um filme que nunca assistirei por completo, atravessa a noite comigo. A voz de completos estranhos embalam meu sono sem sonhos no sofá.
Em noites como essa, meu quarto é completamente ignorado... porque a cama é grande demais para uma alma tão solitária.

Find Her



E mesmo que sua memória se desfizesse e ele fosse incapaz de se lembrar exatamente do cheiro, do tom da voz ao embalar seu nome, a tonalidade exata do rosa que lhe tomava as bochechas quando ele a elogiava...
Ainda assim sabia, em um lugar em seu coração que há muito tempo não visitava, que a reconheceria.

Se por um milagre, o pequeno sino acima da porta da lanchonete em que estava soasse, anunciando a chegada de alguém e esse alguém fosse ela, mesmo de costas para a entrada como estava tinha a plena certeza que saberia quem era.

Sentia que reconheceria a presença dela em uma rua lotada a meia-noite em pleno blackout.
Que, em meio a todas as luzes, perceberia as que vinham dos olhos dela caso ambos estivessem durante a virada do ano, em uma lotada e vibrante Times Square.

Perceberia a energia pulsante que conecta seus corpos antes mesmo que seus olhos de fato pudessem encontrá-la. Sua respiração brevemente se interromperia caso detectasse o mínimo rastro de seu perfume favorito.

Como um adolescente, o coração não mais tão jovem em seu peito, daria um salto imprudente caso a risada dela - a mais bela risada de todos os planetas - penetrasse seu corpo, tirando de cada um dos seus sentimentos as teias de aranha que ele permitiu, se acumularam.

Porque lembrar-se dela era um instinto mais profundo do que o da sobrevivência.
Mais poderoso do que qualquer coisa que ele já sentira antes dela... mais poderoso do que qualquer coisa que ele se permitira sentir depois.


Lembrar-se dela era o que o mantinha vivo.

I Swear



Um dia vai passar.
Ah, vai.

Tem que passar.

Um dia essas navalhas vão parar de me retalhar por dentro quando eu olhar pra você, e eu vou parar de deixar meus olhos seguirem até sua mão pra ver se ela já está entrelaçada com outra; se ela já tem companhia.

Um dia eu não vou mais me importar, eu prometo.
Um dia eu vou parar de chorar.

Vai chegar o dia em que não vou perder o ar quando ver seu nome escrito em algum lugar, ou quando perceber que mais um dia se passou e você não veio me ver... que sou a única, aparentemente, que sente saudade... a única de nós que tem lembranças para esquecer.

Um dia eu vou parar de esperar que você perceba que eu sou a sua 'uma em um milhão', exatamente o que você tem procurado...
Olho para as minhas mãos e prometo; um dia eu vou parar de estremecer, de sentir meu peito dilacerado.

Um dia eu vou pensar em nós dois, e nenhuma parte de mim vai doer... eu espero. Um dia eu vou parar de sentir que vou me encolher até desaparecer quando percebo que você não vai mesmo voltar e que a vida me espera por ai, em algum lugar. Mas que não terá você pra acontecer.

Um dia eu vou deitar minha cabeça no travesseiro e não farei nada além de dormir ou, se tiver sorte, pensar em alguém que também estará pensando em mim... ao invés de traçar planos e futuros para nós dois que ambos sabemos que jamais irão acontecer.

Um dia, eu prometo, você não estará mais em tudo o que eu vejo e toco... minha mente não mais associará você a tudo que já amei.

E eu fico aqui, sozinha, esperando ansiosamente esse dia acontecer.

Porque nesse dia, eu juro, não amarei mais você.

Peter Pan


" E eu não tenho ninguém pra quem ligar na madrugada e dizer que tá doendo, vem me ver.
Ninguém pra atravessar a cidade por mim."

- Caio Fernando Abreu -

Me sento no chão, no meio da sala. Infantilmente, penso em cruzar minhas pernas naquela posição de yoga, mas não tenho elasticidade o suficiente e nem acredito em meditação... então me conformo em, pelo menos superficialmente, ser normal.

Não sei porque afastei os móveis já que não pretende fazer nada além de me sentar aqui. Talvez meu inconsciente estava me prevenindo que a turbulência de sentimento pudesse me fazer desmaiar. Agradeço silenciosamente ao meu corpo por cuidar de mim.

As luzes estão completamente apagadas, as janelas fechadas... a casa silenciosa. Não sei se preciso pensar... mas, acho que não quero.
Tem um sentimento pesado me puxando para baixo, dentro do meu coração. Quero liberá-lo de alguma maneira... tento através das lágrimas... mas parece que a dor só aumenta.

Me sinto só.

O telefone está no chão, ao meu lado. Não toca. Sem novas mensagens, sem ligações. Penso em ligar pra alguém, mas então a dor em meu peito se aprofunda ao perceber que não tenho ninguém pra quem ligar. Ninguém que me ouviria de verdade, ninguém pra me emprestar o coração enquanto não aguento o peso do meu.

Você não está só, Caio Fernando Abreu... eu também não tenho ninguém pra atravessar a cidade por mim.

De repente percebo quanto o silêncio está carregado... e entendo quando as pessoas dizem que o silêncio pode ser ensurdecedor.

As lágrimas não cessam, só se tornam uma torrente mais forte e dolorosa. Querem fazer com que a dor encontre outro jeito de ser externada; enche minha boca de soluços que tento conter sem sucesso. Abafo-os com minha mão direita, abraço a mim mesma com a esquerda.

Uma dor pode te partir literalmente ao meio?

Percebo o propósito de ter afastado os móveis quando me deito no chão. Meu rosto no chão frio de alguma maneira encontra conforto. Deixo os olhos abertos enquanto as lágrimas vem e meu lábio inferior treme... desisti de lutar contra isso.

Ou simplesmente desisti.

Não sei bem do que, de fato, desisti se você me perguntar, mas sinto como se o instinto humano de "Lutar ou Correr" esteja se esvaindo de mim. Deitada no chão, a mercê dos meu piores sentimentos...

Preciso que alguém tome a intensa responsabilidade de cuidar de mim.

Tento me lembrar de todas as borboletas que voam em minha mente quando estou bem, cada uma delas carregando algo em que acredito... tento aprisioná-las em minhas mãos e trazê-las para mais perto possível do meu peito. Repito quantas vezes for preciso que as coisas em que acredito, em que quero acreditar... Sim, coisas assim acontecem.

E me sinto Peter Pan quando gritava em alto e bom som "Eu acredito em fadas!", na esperança de ressuscitar Sininho. Sim, sim, eu acredito! - repito - Acredito em coisas únicas e espetaculares.

Tenho fé que, se você acreditar com muita, muita força em algo... você faz com que essa possibilidade se torne real.

Acredito que coisas incríveis podem acontecer, podem me alcançar...
Mas, não se eu permanecer aqui, deitada no chão, deixando que um buraco negro me devore de dentro pra fora.

Não se eu desistir. 

Mas, eu não tenho ninguém, pra me estender a mão. Então, eu faço o de sempre... tento fazer com que livros me salvem.

Peter permanece alguns centímetros do chão, meus olhos fixos em seus pés sujos de criança que jamais precisará crescer. Sinto seu calmo olhar sobre mim. 

Agradeço-o da maneira mais sincera que consigo, silenciosamente, dentro do meu coração.

Em minha mente, Peter.. sim, ele. Ele me estende a mão.
Sorri e me pergunta quantas vezes mais terá que me salvar.

Eu sorrio de volta e como sempre, digo:

- Só mais uma vez, Peter.
Só mais uma vez.

Embora ele não se importe realmente e eu não saiba a resposta.

Me empresta essa armadura da inocência, da pureza infantil em seus olhos, amado Peter.
Só dessa vez.

Só até as feridas cicatrizarem e eu conseguir, novamente, vestir a minha.

~* Aviso *~

Oi Pessoas, :)

Tenho um aviso pra dar - pareço tão importante falando isso *--* rsrs' - a todas as pessoas incriveis que sempre me visitam e comentam; vou ficar um tempo sem postar e comentar em seus blogs, mas não estou abandonando nem um nem outro, ok? rs' 
Vou ficar fora por uns dias, mas assim que voltar visitarei vocês... não esqueçam o Letras Eternas hein? ;)

Au revoir o/ - também me sinto importante falando isso u.ú kk'


~> Beijusss...;*

#EuLi&Vi - P.s Eu Te Amo ~ Cecelia Ahern

Antes de começar a resenha queria agradecer muito a Pah - novamente ^^ - porque foi através do blog incrível dela, o Livros e Fuxicos, que eu ganhei esse livro (e também Charlotte Street que logo terá resenha *--*) através de uma promo.
Realmente aconselho que todos visitem seu blog, é lindo além do que, ela é uma das pessoas mais legais e gentis que já conheci e escreve muito bem resenhas e posts variados :)

Mas, bom, vamos a resenha? =P

~*~


Sempre que termino um livro, paro e tento pensar em uma única palavra que possa...defini-lo talvez.  Como ao ler Cante Para Eu Dormir, que a palavra mais do que justa foi alma. Mas, com P.s Eu Te Amo eu não consegui. Talvez porque "Gerry" não podia ser essa palavra rsrs'

Ou talvez porque Cecelia Ahern tenha me presenteado com milhares delas.

Acho que todo mundo sabe - mais ou menos - o que se passa nesse livro. É a história de Gerry e Holly, um casal -almas gêmeas- que tinham tudo para serem felizes para sempre.

Infelizmente, uma doença tira Gerry de Holly cedo demais e, quando ela pensa que não suportará a dor, ele - mesmo após sua morte - consegue mostrar a ela o quanto a ama. Deixa envelopes, um para cada mês que serão os mais difíceis e nos quais ela terá que aprender a viver sem ele.

“ Lágrimas rolaram por seu rosto ao analisar a lista de nomes em sua agenda de telefones. A maioria das pessoas entre seus contatos não tinham sequer telefonado desde a morte de Gerry e, assim, ela não tinha mais a quem recorrer (...)
Teclou o primeiro número que lhe veio a mente.
‘Oi, aqui é o Gerry. Deixe seu recado após o sinal e ligarei de volta assim que puder.’
- Gerry, - ela começou a chorar – Eu preciso de você.”


Me lembro que chorei muito ao ver o filme pela primeira vez- e também nas outras 365 vezes que o reassisti O.o' rsrs' - por isso, ao pegar esse livro achei que seria impossivel superar as emoções que o filme havia me dado. Pela primeira vez achei que faria uma resenha dizendo com todas as letras que preferia o filme.

Mas, a autora me surpreendeu.

O filme não poderia ter tudo o que as palavras de Cecelia Ahern me deram ao mesmo tempo em que o livro por si só não teria me feito entender por completo a vida que Holly havia perdido.

"Detestava não sentir excitação alguma e não ter nada por que ansiar. Sentia falta de ser amada. Sentia falta dos olhos dele sobre ela quando entrava em um cômodo; sentia falta dos seus toques, seus abraços, seus conselhos, suas palavras de amor.”

O filme e o livro se completam de uma maneira que eu nunca vi uma adaptação fazer.

O modo como a autora escreve faz você passar pelo mesmo processo de cura lento e doloroso que Holly está passando; faz você 'habitar' nela e entender que não há nada mais ridículo do que dizer a alguém que tudo ficará bem quando se perde alguém.

“Direi que fico fula da vida sempre que me dizem que o tempo cura quando, ao mesmo tempo, também dizem que a ausência aumenta a saudade, o que em deixa confusa, porque quer dizer que quanto mais tempo passa, mais eu sinto falta dele.”

E foi impossível não me apaixonar por todos os personagens de Cecelia, mesmo que eles tivessem algumas mudanças em relação ao filme - Daniel por exemplo; no filme não tem nada a ver com o livro! Já que em um ele é um atrapalhado e no outro ele é perfeito. Outro personagem que me surpreendeu por ser diferente foi a mãe de Holly; no filme ela é uma mãe cujo marido a abandonou e por isso é meio ranzinza e não se aproxima dos filhos e no livro ela é muito bem casada e é a base de Hollly. - 
Tirando isso, nas páginas, os sentimentos de Holly testemunhados no filme foram infinitamente mais fortes e reais. Além do que, foi mais fácil perceber o quanto suas amigas Sharon e Denise foram, além das cartas de Gerry, essenciais para que ela não 'morresse' junto com Gerry como queria.

“ Perdida e sozinha. Chorou por Gerry, chorou por si mesma com soluços fortes que faziam suas costelas doerem sempre que tentava recuperar o fôlego. Não queria mais ficar sozinha e não queria que sua família visse a solidão que ela tentava esconder de todos. Só queria Gerry de volta e não se importava com mais nada. Não se importaria se ele voltasse e eles discutissem todos os dias, não se importaria se eles não tivessem dinheiro e nem casa.


Só queria ele.”





Já o filme, foi o maior responsável pela meu amor por Gerard Butler!! Gerry já que no filme conhecemos Gerry pela memória de Holly e, assim como ela, nos apaixonamos também.


“Não conseguia se desapegar.
Não conseguia se desapegar porque não queria, não queria se desapegar porque ele era tudo o que ela tinha.
Mas ela não o tinha, por isso se sentia perdida e confusa.”


Na minha opinião, depois de Orgulho e Preconceito, essa foi a adaptação que teve a melhor escolha de atores para os papéis principais. A química entre eles, e o ótimo trabalho trouxe a história a um novo nível *-*

Por isso eu digo que se você pretende ler o livro não pode perder o filme e vice versa. É uma história de amor que merece ser conhecida - e amada - de todas as maneiras.

Pela qual você vai se apaixonar :)





“Guarde nossas lindas lembranças. Mas, por favor, não tenha medo de criar outras.
Obrigada por em dar a honra de ser minha esposa. Por tudo, sou eternamente grato.”


Apenas uma carta...pra Você


Eu não queria que terminasse assim.
Espero que você saiba.
Só me pergunto; isso é mesmo um fim?
Talvez seja egoísta, mas eu não queria te deixar sair da minha vida.
Mas, talvez eu deva não é?
Talvez eu deva te deixar ir.
Mas eu só queria dizer que...eu vou sentir sua falta. Muita.
E vou sentir falta também de quem eu sou quando estou com você. A dramática e boba que não tinha medo...porque você sempre estava lá.
E isso bastava.
Acho que você pensa que eu não me importo, e eu até tentei fingir que não, porque talvez seja melhor.
Talvez eu deva te deixar ir.
Espero que você se lembre, que você saiba, o quanto você é importante...o quanto eu gosto de você.
Embora essas talvez sejam as palavras erradas pra te dar agora.
Mas, no fundo eu sei que você sabe...você ainda é meu amigo convencido.
Acho, que finalmente estamos trocando cartas, embora essas não sejam como a gente planejou.
Com certeza não como eu planejei.
Você é uma das últimas pessoas que eu machucaria no mundo e espero que saiba e sinta...
Que sinta tudo o que eu quis dizer.
Porque essa carta perdida é pra você.

Poeira das Estrelas


Eu só não quero esquecer.
Não importa quão masoquista isso soe.
Mesmo que doa e rasgue o peito...eu lutaria por essas lembranças com unhas e dentes.
Elas são minhas...e, o mais importante, são suas.
São tudo o que restou.
Como poeira que restou das estrelas...
E eu não quero esquecer.
Como um tipo de dor que te lembra que um dia você teve algo que valeu a pena...e que ainda vale a pena lembrar.
Porque, não importa quanto tempo passe, eu ainda quero lembrar o modo exato como você sorria...e a primeira ver que eu vi você.
E vai doer, eu sei que vai... O gosto de 'nunca mais' sempre estará no céu da boca.
Mas o gosto do seu beijo ainda estará aqui...e isso terá que bastar.
Ainda quero lembrar o modo como me abraçava do nada sem que eu precisasse pedir. Quero lembrar de cada piada sem graça, de cada discussão inútil... de cada adeus que não durou nem meio segundo.
Até mesmo as lembranças ruins; sua teimosia, seu 'q' de estou sempre certo...nosso orgulho que fazia nossas brigas durarem mais do que deveriam.
Eu não quero esquecer.
Quero que haja sempre em minha mente um pedaço de você que eu possa visitar quantas vezes quiser...uma lembrança sua que eu possa abraçar quando a dor for tudo o que consigo ver.

Não importa se doe, se me faz sangrar...se me parte em duas.

Eu não quero esquecer.


I Love You 'Till The End


Não me olhe assim.

Eu só não sei exatamente como seguir em frente quando alguma parte essencial ficou em algum lugar lá atrás... em um passado jamais distante.
Em um sábado a noite nada qualquer no qual você me chamou pra dançar sob a chuva. Não havia ninguém na rua para nos ver, aquele casal pouco provável, mas você disse que eu e você sempre seriamos o suficiente.
Então, nossos passos molhados foram guiados por "I Love You 'Till The End" e eu sorri levando os olhos ao céu para agradecer e senti que as gotas de chuva eram a melhor resposta que eu podia querer.
Você rolou os olhos para minha teimosia, mas ainda assim sorriu quando eu te fiz prometer que assistiríamos "P.s Eu Te Amo" juntos pela milésima vez, assim que voltássemos pra casa.
Você me perguntou mais uma vez porque eu gostava tanto do final não tão feliz daquela história e eu sussurrei que ela me fazia dar mais valor a melhor coisa que já havia me acontecido. Você pressionou seus lábios demoradamente em minha testa e eu lhe confessei que você era tudo o que eu precisava.

Me debati como um peixe fora d'água quando a lembrança se apagou, deixando um vazio pior que a própria dor.
Como seguir em frente quando tudo o que se deseja é se afundar nas cartas e fotos espalhadas pelo chão da sala, e viver aqueles instantes para sempre?
Como seguir quando você sente que um soluço pode te partir ao meio?

Meias Verdades


"Eu penso em você...
E sonho com você o tempo todo"
- 3 Doors Down -

Eu nem sei explicar.
Eu só sei sentir... e parece o suficiente.
Sinto sua falta de uma maneira que você nunca irá compreender.
Fico tentando adivinhar o que você sente, mas não consigo. Você precisa me dizer.
Uma palavra sua; e eu nunca mais falo de amor pra você.
É assustador demais deixar que esse sentimento cresça, sem saber se ele está fadado a morrer sozinho.
Eu preciso saber, mesmo que a resposta me machuque então.
Meias verdades não mantêm um coração inteiro.
Essa dúvida não me deixa parar de pensar na possibilidade de nós dois...Por que eu não tenho certeza se isso não tem nenhuma chance de acontecer.
Então, me faça saber. É melhor do que me iludir e ter o coração partido de qualquer maneira. Me faça saber.

Basta uma palavra sua...
E eu nunca mais falo de amor pra você.

Se Quiser

E, se quiser, afasta esses travesseiros e junto com eles essa tentativa boba e falha de que meu corpo não sentisse tanto a sua falta.
Quebra e arrasa esse relógio que tinha no lugar de ponteiros, facas que me feriram a cada segundo que esteve longe.
Deita aqui do meu lado, no meu ombro, me abraça, me afaga com teus cabelos... deixa meus pulmões serem invadidos por você, sufoca e mata a saudade que quase me dizimou.
Se quiser, acende a luz e permite que eu veja você e prove a mim mesma que não esqueci nenhum traço de teu rosto como tive tanto medo que acontecesse. Me faz ver que nada no mundo poderia fazer com que tua imagem não mais estivesse impressa em minha mente a cada vez que fechava os olhos e que esse só foi mais um dos medos tolos que conseguiram entrar pela porta no exato momento em que você saiu.
Me deixa chorar novamente cada lágrima que você não esteve aqui pra secar e, se quiser, me diz mesmo que seja uma vez que isso nunca mais vai acontecer. Mesmo que seja mentira... quando você esteve longe foi dessas pequenas inverdades que me alimentei para sobreviver.
Se quiser, me diz que foi só um sonho ruim que durou mais do que o normal e que você esteve aqui o tempo todo. Me pergunte como eu pude acreditar mesmo que só por um momento que você seria capaz de me deixar...
E, se quiser, me abraça, me embala, afasta do meu rosto os cabelos grudados pelas lágrimas e ri. Ri daquela maneira que fazia meu coração bater errado e ao mesmo tempo mais certo do que nunca.
Me beija tão longa e gentilmente como nunca... como sempre. Me beija como se esse beijo pudesse calar cada badalar dolorido do relógio que marcou a tua ausência, me beija como se esse momento pudesse me fazer esquecer cada outro em que você não estava.
Se quiser... apenas se quiser, me abraça tão forte como se pudesse me fundir ao teu peito e me diz mil vezes se quiser que eu sempre vou ser do tamanho exato para caber em seu abraço.
E se amanhã a ausência tomar seu lugar, se tudo o que temos agora for mentira, nada além de um sonho que me fez respirar por mais um dia...
Me beija e me faz acreditar pra sempre que por um segundo isso foi real.