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#EuLi - A 5ª Onda ~ Rick Yancey

Hey, o/

Bom, sei que estamos em janeiro ainda (que.mês.longo.cara '-') mas... esse livro já disputa seriamente vaga de melhor leitura do ano *----*


# Eu Li - A 5ª Onda



"Esqueça os discos voadores, e homenzinhos verdes, e aranhas mecânicas gigantes cuspindo raios de fogo. Esqueça as batalhas épicas com tanques e jatos de guerra e a vitória final para nós, humanos intrépidos, brigões e indomados sobre o enxame de olhos esbugalhados. Isso está tão distante da verdade quanto o seu planeta agonizante se encontrava do nosso vicejante.
A verdade é:
Quando nos encontrarem,
 a gente já era."
- Página 9/10 -

Posso te dizer o sentimento que me dominou durante a leitura? Pois bem:
Medo. O.o' kkk'
Quer dizer, se você ler o livro, totalmente vai entender minha reação. =P

Eu não tenho larga experiência com livros de alienígenas - só li Eu Sou o Número Quatro e A Hospedeira nessa temática - mas, ainda assim nenhum deles me convenceu tão profundamente de que aquilo de fato poderia acontecer quanto A 5ª Onda. Não que eu acredite em Et's ou em qualquer outra 'penca' de seres sobrenaturais que possam existir... mas esse livro te transporta tão rápido (logo nas primeiras páginas) para um mundo em que isso de fato está acontecendo - a invasão, o extermínio da raça humana como se 'nós' fôssemos uma praga que corrompe os planos dos Outros... - que fica impossível não sentir o mesmo terror, solidão e paranóia que a Cassie - uma dos 3 personagens que narram a história - dividiu comigo como leitora. O medo de ser o único ser humano que restou no planeta já que faz muito tempo que ela não vê alguém de sua raça...pelo menos não vivo. O medo do que virá a seguir, qual é o passo seguinte dos Outros.

 "A 1ª Onda: Apagam-se as luzes.
A 2ª Onda: Começa a arrebentação.
A 3ª Onda: Pestilência.
A 4ª Onda: Silenciador."

O que mais dá esse 'medo' é como o plano dos Outros é perfeitamente executado o que o torna genial. 
A 1ª Onda apagou as luzes, acabou com a internet, telefones fixos, celulares... a 2ª Onda foi um desastre natural tão terrível que fez com o número de mortos na primeira onda - meio milhão de pessoas - parecesse uma piada.
A 3ª Onda foi a disseminação de uma doença terrível, uma peste que matou 97 pessoas em cada 100...97% dos 4 bilhões que sobreviveram as primeiras duas ondas.

Essa foi a Onda que levou a mãe de Cassie e boa parte de sua esperança na vitória cinematográfica da raça humana sobre os alienígenas.

E então veio a próxima onda. "Dividir e conquistar" foi a 4ª Onda, a onda que tirou qualquer confiança que os humanos poderiam ter uns nos outros, já que o inimigo pode ser qualquer um, em qualquer lugar...sob pele e olhos humanos. Pessoas matando pessoas... não dava pra saber se eram humanos mercenários ou se de alguma maneira os alienígenas haviam se infiltrado entre nós.
Não há como confiar em ninguém.

Só nos resta aguardar a 5ª Onda que, nossos instintos de alguma maneira nos alertam, está por vir.

 Eu realmente não quero estragar a leitura pra ninguém, por isso não vou dar muitos detalhes nem escorregar em nenhum spoiler... mas, ao mesmo tempo, quero mesmo(!!!) convencer você a ler esse livro. Então talvez eu deva te apresentar a minha personagem preferida dos 3 narradores:

Cassie. 
Cassie de Cassiopéia.

Nas primeiras páginas somos apresentado a esse mundo "pós - 4 ondas", no qual Cassie vive agora, não levando nada de sua vida anterior além de um ursinho de pelúcia meio em frangalhos e uma promessa que ela, não importando o preço, quer cumprir. Ela é sarcástica e inteligente o que faz a leitura narrada por ela ser a mais instigante e correr rapidamente. *---*
Ela está em busca de seu irmão menor, Sammy, do qual ela foi separada além de ter perdido o pai e a mãe. Pra ela, esse pequeno garotinho esperando que ela cumpra sua promessa em algum lugar, é na verdade a única porção de fé que lhe resta. Afinal, eles já tiraram tudo dela.
Ela não pode encontrar outras pessoas e se juntar a elas mesmo se quisesse; ela não sabe quais deles são mesmo quem dizem ser, não sabe o que esperar. Seus amigos do colégio, seus vizinhos... ela supõe que todos estejam mortos já que não tem noticias deles há várias ondas atrás.
Sammy é o que lhe resta e ela é a única que ele tem também.

Mas, encontrar uma pessoa em nosso mundo já é complicado imagine em um pós apocalíptico!
Mas, talvez ela tenha ajuda... talvez ela encontre alguém que a convença a confiar de novo.
Mas, pode ser também que arriscar seu coração não seja a única coisa que ela coloque em risco com esse encontro.

Deixei vocês curiosos?? *---* kkk' Espero que sim!
É um livro realmente incrivel, bem escrito, que te prende até a última página, com cenas super bem construídas e que já espero desesperadamente a continuação *----*

Conheça a 5ª Onda ;)

~> Beijusss...;*

#EuLi - Na Ilha ~ Tracey Garvis Graves





"A história começa nos apresentando a Anna; uma professora de inglês em seus trinta anos que acabou de ser contratada pelos pais de T.J - uma garoto de dezesseis anos que acabou de se recuperar de um câncer - para dar aulas particulares pra ele nas Maldivas, para que ele consiga acompanhar a escola já que perdeu muitas aulas devido a sua doença.
Os dois iniciam sua viagem, mal sabendo o que os espera; o piloto, Mirk, sofre um ataque cardíaco enquanto sobrevoa o oceano e o avião cai nas águas infestadas de tubarões a 1.200 ilhas das Maldivas, fazendo-os lutar por suas vidas até que enfim encontram uma ilha desabitada.
Enquanto sofrem todos os tipos de coisas, seu único plano é sobreviver até que esperançosamente sejam resgatados... mas, quando as horas se tornam dias, os dias semanas, e as semanas meses...

Eles percebem que sobreviver é só uma parte do que eles terão que enfrentar.

E a situação os une, Anna uma mulher de 30 anos, T.j um rapaz de dezesseis que - com todos os perigos e riscos que a ilha trás - se transforma rapidamente em um homem com o qual Anna se sente protegida. Se sente de um milhão de maneiras que ela sabe que não deveria se sentir.

Mas, como não se apaixonar? Como não agarrar com ambas as mãos a única coisa que é capaz de te fazer manter a esperança?

Como lutar contra um sentimento ainda maior do que a solidão no meio do oceano?"

Ok, vou ser muito sincera; quando eu li a sinopse desse livro eu meio que fiquei chocada com a diferença de idade entre os protagonistas. =*
Talvez vocês vão me chamar de preconceituosa ou algo... mas eu nunca havia lido um livro com uma diferença tão grande de idade e pensei que, dependendo da maneira que a autora abordasse esse sentimentos entre eles,  poderia soar errado ou de uma maneira que não fizesse o leitor torcer ou amá-los como um casal.

Tracy Garvis Graves... obrigada por me surpreender *-*

Com uma escrita incrivelmente cativante, alternando a narração entre os dois personagens principais, Tracy definitivamente me transportou pra essa ilha - linda! - perdida no oceano... - e me fez sentir sede, fome, desidratação. Sério O.o' rs' Eu me envolvi tanto com a historia que praticamente pude sentir e se você ler, acho que também irá.
Acho que a maioria das pessoas já pensou, pelo menos rapidamente sobre isso certo? Um desastre ou algo assim acabar te deixando preso em uma ilha deserta - talvez depois de você ter assistido O Náufrago *-* -. Bom, vou dizer a primeira coisa que faria se acabasse nessa situação; tentaria me lembrar de cada um dos filmes que envolvem sobrevivência que eu já assisti e tentaria aplicar cada detalhe.

Sorri quando a Anna pensou o mesmo. :)

Outra coisa que você já deve ter pensado/ou se perguntado é; quem você escolheria pra estar em uma ilha deserta com você. Ok, vou admitir que a minha primeira escolha era Johnny Depp - Obviously *------* kkk' - mas, depois desse livro eu definitivamente escolheria T.J *-*
Não só por suas habilidades de sobrevivência que ele desenvolveu durante o livro... mas, pelo personagem incrivel que ele se apresentou poucas páginas depois.
Acho que bastaram menos de 50 páginas para eu deixar de vê-lo como uma garoto - que eu visualizei ao ler a sinopse - e conseguir finalmente enxergar alguém que só precisava de uma oportunidade para mostrar o quão 'homem' ele realmente é. Alguém que sofreu demais com sua doença e que, mesmo com tão pouca idade, tem uma maturidade incrível. Amei ver o modo como ele, mesmo sendo tão mais jovem, conseguiu dar uma suporte mais do que necessário a Anna. E, mesmo que não perdesse a esperança de ser resgatado, conseguiu encarar a situação de frente e ver que - mesmo que não soubesse por quanto tempo - a ilha era sua casa e de Anna naquele momento. E que ele faria de tudo para que eles ficasse bem... e juntos. *-*
Vários problemas aparecem  como é de se prever quando você é privado de praticamente tudo - moradia, roupas limpas, remédios escassos, comida e acesso fácil a água - mas eles fazem o melhor com aquilo que tem e isso me maravilhou.

Anna... adorei essa personagem! É de se prever - pelo menos nos filmes - que as mulheres são as primeiras a pirar em situações de pressão (os filmes dizem, não eu garotas... força feminina \o/ rs'), mas ela tentou realmente se manter firme por si mesma e por T.J. E isso os une de uma maneira que só uma experiência como essa - que só quem passa, pode entender - pode fazer. Pouco a pouco os sentimentos deles evoluem... e eu amei completamente o ritmo respeitoso que a autora descreveu isso. Não foi tipo, "Ah, estou perdida em uma ilha, não verei homens por um longo tempo... vou atacar o garoto do meu lado" Não... não foi assim. Foi incrível.

Talvez seja um micro Spoiler, então - SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER! => Eles demoram 3 anos para se envolver, o que eu realmente amei porque mostrou não só os sentimentos se desenvolvendo em Anna mas também o modo como ela teve que lutar contra seus próprios preconceitos para enfim dar oportunidade a uma coisa incrível acontecer. - FIM DO SPOILER*

Como não se apaixonar pelos dois? Aliás como não se apaixonar por eles juntos? *--*
A história é linda, cativante... você sofre, torce por ajuda... e então pede mais alguns dias na ilha só pra que essa casal improvável perceba - como você aquela altura já percebeu - que não há nada mais certo do que eles estarem juntos. E você sente os dias passarem lentamente, você perde a esperança e então a  recupera quando percebe que o amor pode nascer até mesmo nos lugares mais impossíveis. Você sente fome, sede, saudades de casa junto com eles...mas, acima de qualquer coisa, você ama junto.

Se meu post não te convenceu a ler, nem sei mais oque dizer! rs'
Só que, se não ler, vai perder um dos melhores romances que já li que, sem lobisomens, pessoas voando, arriscando seus pescoços para salvarem o mundo ou com raios lasers saindo dos olhos (?), conseguiu me cativar e encantar como poucas leituras tem conseguido.

Passe um tempo na Ilha criada pela Tracey.
Passe um tempo em um mundo criado pelos dois, onde o amor nunca é um erro.

" - Mas, eu não me encaixo no seu mundo.
- Nem eu. - disse ele, com a expressão terna, mas decidida - Então vamos construir o nosso. Já fizemos isso antes."

#EuLi - A Desconstrução de Mara Dyer ~ Michelle Hodkin

Hey, :)

Então, depois e ver essa capa completamente linda e misteriosa desse livro, ler a sinopse totalmente misteriosa, sombria e cativante e então ver resenhas pelos quatro cantos da blogosfera de blogueiras totalmente surtando por causa desse livro... não, eu não fui imune ao charme da Michelle. u.ú rs'

Confere o que achei de ter lido...

~*A Desconstrução de Mara Dyer *~


"A história é narrada em primeira pessoa por Mara Dyer, uma garota com uma história assustadora para contar.
Depois de milagrosamente ter saído ilesa do desabamento de um sanatório abandonado, acidente no qual seu namorado, a irmã dele e também a melhor amiga de Mara, acabaram morrendo, ela está tentando começar de novo. Ela não se lembra de nada do que aconteceu na noite do acidente e isso a atormenta... mas, não mais do que as alucinações, suas perdas de consciência - digamos assim - e o fato de que ela está constantemente vendo de relance os olhos das três pessoas que morreram naquele dia. É como se ela estivesse rapidamente atravessando a linha entre a sanidade e a loucura.

Seus pais, preocupados, querem interná-la depois que várias coisas perturbadoras acontecem ao seu redor, mas então ela consegue convencê-los de que uma mudança de ares é do que ela precisa. Nova escola, novos amigos, novos rostos... um, em particular, o do típico bad boy da escola que lhe tira o fôlego.

Mara só quer se lembrar. Mara só quer um futuro.
Mas, sua sanidade está sendo engolida pelo passado."





Como começar uma resenha, quando você não sabe muito bem o que sente pelo livro?
Acho que a única palavra que posso usar é... tudo. Lendo esse livro eu senti tudo.

Só posso explicar a sensação de ler esse livro, como a de pisar em areia movediça. Sim, sério. No começo, eu 'mergulhei' nele lentamente, sem achar que ele realmente me prenderia... no começo achei que estava lendo o livro errado ou que todas as resenhas que li estavam erradas. Mas, então percebi que não podia mais mover meus pés, meus braços, minha atenção dessa areia movediça onde tinha colocado os passos hesitantemente... não conseguia parar de ler, e querer ler as palavras de Michelle e a vida de Mara.
Fui absorvida, me afoguei, fui engolida... seja lá oque acontece com quem é 'pego' e pisa em areia movediça.

Ainda não voltei a superfície.

Talvez seja por isso que essa é uma das resenhas mais difíceis do mundo pra mim. Sei que palavras como 'misterioso', 'perfeito', 'cativante' e 'sinistro' farão parte dessa resenha, mas ainda não sei muito bem em que ordem colocá-las.

Mara, Mara, Mara... você me deixou um pouco louca enquanto lia sobre você também.
E, se você já leu alguma resenha desse livro, sabe que a história de Mara, teve esse efeito sobre mais pessoas além de mim.

Você começa a história e pensa que será um enorme clichê: Garota com passado misterioso se muda para nova cidade, entra em escola nova e captura a atenção do bad boy/garanhão da escola que nunca ficou sério com ninguém, mas age diferente com ela. E então tem a 'vilãzinha' que gosta do garanhão/bad boy, mas nunca recebeu atenção dele e por isso a nova aluna vira seu alvo...
Clichê, clichê, clichê... eu sei. Foi o que pensei também.

Ainda bem que estava errada o/

Os capítulos do livro, hora ou outra te levando para o passado e para o presente de Mara te fazem entender pouco a pouco que toda essa história será mais profunda do que parece. Que a autora não escreveu todas aquelas páginas para te entreter ou simplesmente pra te enlouquecer com Mara... bom, talvez só um pouquinho =P

A coisa que mais gostei no livro é o fato de que você não pode confiar 100% na narração de Mara. Isso da um nó na sua cabeça! Você nunca sabe o que é real ou o que é só mais uma alucinação dela. Você não sabe se ela só tem problemas psicológicos ou se há algo sobrenatural nisso... você fica tão ás cegas quanto Mara.

Ela está passando por um momento super difícil que fica ainda pior com a presença constante de sua mãe tentando analisar qualquer deslize na lucidez dela, qualquer passo que indique que ela precisa ser mesmo internada. Por isso Mara finge praticamente o tempo todo que está bem, que não vê os rostos de seus amigos mortos nos espelhos da casa (não, não leia esses capítulos de madrugada O.o' kkk') e que as pessoas não estão morrendo... exatamente do modo como que ela queria que elas morressem.
Perturbador, eu sei.
Mas, genial!

Então, com uma vida tão confusa a última coisa que ela quer é ter mais alguém em sua vida... mas, isso muda quando ela encontra o lindo e persistente Noah que aparentemente quer salvá-la...de si mesma.
É claro que, como bad-boy e garanhão, ele não é exatamente confiável... mas ele continua aparecendo nos momentos que ela mais precisa dele, como se a entendesse e então recosturando o véu de sua sanidade toda vez que ele se rasga.

Vou te dizer que Noah me surpreendeu muito, sério! No começo achei que só seria um personagem clichê para 'uma gato e rato' que eles tinham, mas ele se revelou muito mais. Se revelou um personagem com profundidade e alma que não tinha medo dos esqueletos que Mara Dyer poderia ter em seu ármário.
E, ok, confesso... me apaixonei totalmente por ele! *---* Quer dizer, não logo de cara... mas, fui conquistada no mesmo ritmo que Mara.
Ele é incrivel, sarcástico, perigosamente lindo...e sabe disso! rs' Tira ela completamente do sério, mas Mara sabe muito bem se cuidar. Resiste e luta bravamente contra o charme deve adorável recém conhecido...
Mas, quando a vida te dá algo bom quando tudo ao seu redor parece tão ruim... é realmente egoísmo agarrar isso com ambas as mãos?

E posso dizer que as coisas estavam/ estão realmente ruins no mundo de Mara O.o' rs'
Como seguir em frente, como recobrar a lucidez quando a ponte para alcançá-la está quebrada e as partes que faltam para reconstrui-la estão em um passado sinistro e assustador demais do qual sua própria mente quer protege-la?

Como abrir as portas do futuro, quando se deixou a chave lá atrás, no passado?

Descubra com Mara, como eu descobri... e crie ainda mais dúvidas - sim, Michelle é cruel assim u.ú rs'

Então sim, todas as resenhas positivas - ou confusas, como a minha - que você leu até agora sobre A Desconstrução de Mara Dyer estavam certas.
Sim, é confuso, assustador, sinistro, apaixonante, sufocante, perfeito, apavorante, estranho... é incrível.

E é só o começo.

"- Hoje. Esta noite. 
Amanhã. Pra sempre. 
– Os olhos dele encontraram os meus. O olhar de Noah era infinito. – 
Eu fui feito pra você, Mara."


#EuLi - Insurgente ~ Veronica Roth

Oi, =]

Quando disse, na resenha de Divergente, que ia 'correr pra ler Insurgente imediatamente' vocês não acharam que eu falava tão sério né? O.o' kkk'

#Eu Li:

 

"- Vamos lá, Insurgente. - diz ele, com uma piscadela.
- O quê? - eu digo.
- Insurgente. - diz ele - Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, que não é necessariamente considerada agressiva.
Olho pra ele. A última vez que invadi a sede de uma facção, eu estava com uma arma em minha mão, e deixei corpos atrás de mim. Quero que dessa vez seja diferente. Eu preciso que dessa vez seja diferente:
- Gostei do termo. - eu digo - Insurgente. É perfeito."

Acho que, ainda estou tão em choque com o final desse livro (final surtante!!!) que minhas palavras vão ficar um pouco desconexas no começo dessa resenha, tá? O.o' rsrs'

Como é que eu vou conseguir colocar em um único post como essa história conseguiu ficar ainda melhor (mesmo que eu achasse impossível!), que a evolução e a auto confiança da autora ficaram claras nesse segundo livro, que a história chegou a um novo nível (mais emocional e verdadeiro), que os personagens amadureceram visivelmente, que eu senti tudo o que aconteceu, que Quatro é um dos melhores mocinhos sobre o qual eu já li e que ele me ensinou muita, muita coisa?

Como é que se explica coisas grandiosas assim?

Mas, vou tentar. \o/
E também tentar a proeza de não soltar nenhum spoiler! O.o' - mas, aviso se não conseguir o/ rs'

- Nessa 'introduçãozinha' que faço, não da pra evitar spoiler do primeiro livro =* -

"Nesse segundo livro da trilogia, Tris se encontra em meio ao caos. 
Os fantasmas do que ela fez e das pessoas que ela perdeu a assombram de uma maneira que nem uma das mais corajosas iniciantes da Audácia consegue suportar. Como seguir em frente quando a única coisa que se quer é voltar, para o passado pacífico, e ter tudo o que ela perdeu de volta?

A única coisa que ainda faz sentido na vida dela... a única coisa que a mantém viva agora é Quatro. Ele é tudo o que ela tem e isso a assusta mais do que ela consegue dizer. Tudo o que ela tem é sua presença forte e silenciosa... a única coisa que faz sentido em meio a tudo... mas, nem mesmo ele consegue afastá-la dos fantasmas que a rondam. O seu sistema de facções está ruindo ao redor deles, e todos os valores já pregados (Amizade, Erudição, Honestidade, Audácia e Abnegação) pouco a pouco estão se perdendo. Tris está se perdendo... está desistindo.

E Quatro sabe e sente isso.

Ao mesmo tempo que o relacionamento deles entra em conflito, alguém precisa tomar as rédeas do futuro. Enquanto uma das facções tenta estabelecer uma espécie de domínio sobre todas as outras facções, usando informações e a ajuda de traidores de outra facção, Quatro e Tris tentam encontrar aliados nessa guerra iminente o que é uma tarefa realmente difícil quando as facções que sobraram preferem a passividade da neutralidade.

Mas quando uma guerra está a sua porta, é inevitável ter que escolher um lado."

 - Fim do Spoiler \o/ -

Eu li uma resenha recentemente sobre esse livro, antes de lê-lo, que realmente me preparou para gostar menos desse livro do que do último. Basicamente dizia que, mesmo tendo gostado muito de verdade do livro, ele perdia ação e ganhava guerras psicológicas cansativas, que ficava muito emocional. Que, por mais que os conflitos internos de Tris fossem fundados, o livro se focou muito neles.

Eu não concordei com nada disso ao ler. Acho que a história trilhou exatamente o caminho que deveria.

Quer dizer, Tris viu coisas que uma adolescente de 16 anos não deveria ver, perdeu pessoas e fez coisas das quais vai se arrepender sempre. Como não se deixar corroer por isso?

Na resenha de Divergente, eu disse que no fim algumas perdas aconteceram e foram contadas tão rapidamente que eu não tive tempo de senti-las... mas Veronica me deu essa oportunidade nesse livro. Senti tudo ao lado de Tris e me apeguei ainda mais a ela como personagem.

O relacionamento dela com Quatro está muito delicado nesse livro, principalmente pelos segredos que um insiste em guardar do outro, principalmente Tris. Ás vezes eu tinha vontade sacudi-la e manda-la contar tudo de uma vez, sério! O.o' kkk' Mas, ao mesmo tempo é compreensivel o modo como ela se fechou, o medo que ela tem de precisar do Quatro... ela já perdeu todos a quem ela ama. Quem vai garantir que ele vai permanecer?

Ao mesmo tempo suas escolhas no passado começam a devorá-la, e como ela não se atreve a contar a Quatro, ela está sozinha. Tris, a Divergente, uma das mais corajosas da Audácia, está se perdendo de si mesma...

O amor dele pode salvá-la?

"Eu amo Tris, a Divergente, aquela que toma decisões contrárias. 
Mas a Tris que está tentando o mais arduamente que pode se destruir... 
Não posso amá-la."

Sobre Quatro... eu continuo apaixonada por ele - talvez mais *-----* rs' Quer dizer, sim, a história está tensa, ele se 'apagou' um pouco, mas ainda assim tudo o que amei nele durante o primeiro livro está lá; sua força com vulnerabilidade que torna sua presença tão poderosa (força que ele sempre está disposto a doar para Tris), a fé que ele tem na força de Tris, o amor e o cuidado que ele tem por ela ao mesmo tempo em que sabe que deve e a deixa cuidar de si mesma. 
Outra coisa que gostei foi saber mais sobre ele nesse livro, ver quão profundamente enraizados são seus medos e o quanto ele precisou ser forte para aprender a conviver com eles.

Mas, falo mais dele daqui a pouco =** rs'

Sobre o fim... foi totalmente surpreendente e surtante sério! Li umas 3 vezes só pelo choque O.o' kkk'

E como o 3º livro não foi lançado só o que me resta é aguentar firme até saber o que exatamente a Veronica está planejando pra tirar o meu fôlego nesse último livro rs' Mas, eu já aposto que terá reviravoltas, romance, perdas, mas ao mesmo tempo um final que fará valer a pena toda a minha espera...

E muitas, muitas aparições do Quatro, eu espero :)

Porque Quatro, pra mim, é muito mais do que um mocinho que fala coisa bonitas, é lindo e inevitavelmente atraente. Quer dizer, sim, ele é todas essas coisas! rs'
Mas, pra mim, nesse momento que estou passando agora, ele me ensinou muita coisa sobre mim mesma, sobre o que é de verdade a coragem e não as coisas estúpidas que pessoas fazem e então se auto intitulam corajosas. Coragem está mais nos medos que você combate silenciosamente dentro de você e não o que você faz para mostrar aos outros, pra se provar de alguma maneira.

Então, toda vez que sinto medo e penso em recuar eu ouço Quatro dizer:

- Be brave.

E eu realmente tento ser.

Desequilíbrio



"De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha."

- Clarice Falcão - 

Não, isso não soa romântico.

Mas, talvez não haja nada de romântico em nós dois.

Somos só dois estranhos que encontraram o caminho um até o outro e é bom, incrível... e certo.
Como poucas coisas na vida são.

Nos encontramos de algum jeito que me faz acreditar que todas as setas do universo apontavam para esse caminho e para nós dois juntos... Que aqui, com você, é onde eu estou destinada a estar desde sempre.
Porque nós dois, e isso - estranho e belo - que temos, é a melhor coisa que podia me acontecer.
Você me encontrou.
Obrigada.
Obrigada por conseguir me ver.

Porque essa sou eu, meu verdadeiro eu; a garota estranha que tem uma risada mais estranha ainda, que gosta de discutir coisas que no fundo sabe que nunca vão acontecer... que vai sempre dar seus sorrisos mais verdadeiros pra você.
Você me viu e achou beleza na minha loucura e então, me deu um vislumbre da sua de uma maneira que, eu desconfio, jamais mostrou a ninguém. Você poderia ser o que quisesse... mas decidiu ser uma das melhores e mais verdadeiras partes da minha vida.

E nós poderíamos ser qualquer coisa, mas algumas vezes você consegue sentimentos mais bonitos do que o amor romântico.
E, - se você tiver muita, muita sorte - você encontra alguém com quem tem uma ligação tão forte que nem sequer consegue dar um nome a isso.

Essa nossa loucura compartilhada, essa cumplicidade que só os loucos poderiam ter... esse lindo desequilíbrio que representamos; eu e você.

E nós dois... poderíamos ser qualquer coisa.
Eu já vi isso acontecer.
Ás vezes eu deslizo minha mão na sua com firmeza demais, nossos dedos se encaixam naturalmente demais, nossos olhares se demoram demais... e ás vezes eu realmente não sei oque significa.

Mas, provavelmente sou só eu e essa minha mania de romantizar a vida. De sempre querer transformar coisas incríveis em mais incríveis ainda.

Quando vou perceber que temos algo bom, incrível e imaculado bem aqui, nas nossas mãos?
Que não precisa se transformar, se trancafiar em um casulo...

O que temos já nasceu borboleta.

#EuLi - Finale ~ Becca Fitzpatrick

Oi, :)

Primeiro, explicando porque essa resenha está monstruosamente atrasada: eu tinha prometido a mim mesma que não compraria livros por um tempo... e consegui! \o/\o/\o/ ... daí comprei três de uma vez ¬¬' kkk'
Então, você pode me perguntar, porque não está curtindo seus dois outros livros -lindos, diga-se de passagem *-* - ou talvez você não se pergunte isso, mãs... rs' Eu meio que estou tentando me controlar e tentar fazer a resenha antes de embarcar em outro livro (principalmente depois que li Easy, me apaixonei pela história, mas então li dois outros livros e não me lembro mais dos detalhes de Eazy =/ )

Ok, foco, vamos a resenha *--*

#EuLi - Finale



"- Garotos de todos os cantos, prestem atenção: isso foi um beijo.
Patch não sorriu. Seus olhos ficaram sombrios de um jeito que eu não sabia dizer direito o que era, mas que me fez sentir um peso no estômago. Ele cerrou o maxilar e os músculos em seus barços se contraíram visivelmente:
- Vamos ficar juntos no final disso tudo. "

Bem... o que dizer de Finale tentando afastar para longe todos os spoiler e "OMG's!" que eu estou louca pra soltar depois dessa leitura?? *.* kkk'

O livro começa no dia seguinte aos acontecimentos - totalmente surtantes O.o' - que finalizam Silêncio por isso, me desculpem pessoas que como eu odeiam absolutamente spoiler, mas vou dar uma pausa pra eles:

- Contém Spoiler dos livros anteriores -

Uma guerra está prestes a ser travada e o amor tem que provar que é realmente a força mais poderosa da terra.
Anjos Caídos contra Nefilins.
Patch contra Nora?

O amor pode por fim a um ódio secular??

Depois de jurar liderar o exército Nefilim para salvar sua própria vida e de sua mãe, Nora realmente começa a ter noção do que está em jogo nessa guerra e seu desejo de simplesmente sair do caminho e viver seu amor com Patch começa a titubear; quando tem  a chance de acabar com a 'escravidão' Nefilim, talvez ela tenha que decidir entre sua alma ou seu coração.

Em meio a uma batalha em que tudo está em jogo pode-se mesmo confiar em alguém? Em meio a uma guerra existem aliados?

Tudo o que ela aprendeu até agora só a faz saber que só existe uma única pessoa que está ao seu lado. Que sempre estará.
Um anjo caído, por vezes angelical, por vezes não...

Agarre-se ao amor da sua vida.

- Fim do Spoiler -

Começo dizendo que; a Becca quis me matar do coração algumas vezes rs'

Reviravoltas incríveis e alguns segredos - que simplesmente não fizeram sentido pra mim O.o' - são revelados, fazendo de Finale o desfecho perfeito para uma série que me arrancou o ar um milhão de vezes. *--*

Esse foi com certeza o livro mais tenso dos quatro - do tipo que, se você pegar as cenas mais tensas dos outros três, não vai gerar a tensão que rondou cada página desse. Quer dizer, eu sei que estavam em meio a uma guerra gigantesca, maior do que nós podíamos imaginar antes desse livro, mas a tensão acabou por me fazer sentir ás vezes a falta do sarcasmo do meu bad-boy preferido da literatura, e até da louca Vee que tornou tudo mais leve até aqui.

Mas, mesmo assim, esse livro me marcou por que me deu 'algumas dicas' do que eu realmente quero dar aos meus leitores que, se Deus quiser, ainda lerão um livro meu; eu quero que sintam meus personagens como se fossem pessoas que eles aprenderam a amar, e até odiar, mas tão vividamente que seja mágico mesmo assim. Quero que eles chorem e riam com eles... quero que eles os amem como sei que vou amá-los. Quero que os leitores os vejam crescer assim como eu e que isso os torne reais aos seus olhos.

Quero uma história digna de ser lida, como foi Hush Hush inteira e principalmente Finale pra mim. :)

" - O que você acha de John Lennon e Yoko Ono? Ou Sansão e Dalila? Robin Hood e Lady Marian?
Ele ergueu a sobrancelha.
- Já pensou em Patch e Nora?"

Eu notei um amadurecimento, uma... real transformação dos personagens. Não são mais só adolescentes se apaixonante pelo garoto hot ou pela garota nerd... são pessoas com uma grande decisão na mão; praticamente uma bomba relógio.

Tenho até medo de começar a falar dos personagens da Becca porque vai soar como uma mãe orgulhosa aqui *--* kkk' Mas, é exatamente como me senti; orgulhosa do que eles se tornaram. Do quanto mudaram. Do quanto o amor os mudou... para sempre.

Patch, meu definitivamente eterno anjo caído preferido, foi o que mais me impressionou. Como eu disse antes, sim, eu senti falta da leveza, do sarcasmo e do seu jeito atrevido de sempre... mas, em troca Becca nos presenteou com um vislumbre da alma de Patch. Sabe, bem ali abaixo do sorriso convencido, olhar provocador, e frases atrevidas... o Patch de verdade. O homem que ele se tornou por amor.

Um homem que diz/faz coisas lindas assim:

"Ele me beijou de novo, delicadamente, em cada pálpebra, depois em cada bochecha e, por fim, nos lábios, de maneira suave.
- Eu nunca mais serei o mesmo. - disse ele em tom grave - Você me transformou."

*---------*

Apaixonada, apaixonada, apaixonada! *suspiros* kkk'

Outra coisa que me motivou a tornar Patch tão favorito rs' Foi que nesse livro eu realmente senti o verdadeiro Patch. Como se nesse livro Becca finalmente tivesse dito "Ok, agora eu vou deixar você darem uma olhadinha na alma dele. "
E ela o fez... e então pude ver o quão bem construído e humano Patch realmente é :)

"- Eu vi você e queria estar perto de você. Queria que deixasse eu me aproximar. Queria conhecer você melhor do que todo mundo. Queria você, por inteiro. E todo esse desejo quase me deixou maluco. - Patch fez uma pausa, inspirando suavemente, como se me absorvesse - E agora que tenho você, a única coisa que me assusta é voltar a não tê-la. Ter que querer você outra vez, sem nenhuma esperança de que meu desejo seja atendido.
Você é minha, Anjo. Cada pedacinho de você.
Não vou deixar que nada mude isso. "

*------------*
Ok, parei =P kkk'


Pra que essa resenha não seja só sobre o meu amado Patch... eu também precisava falar da escrita de Becca.

Sabe, eu senti que os outros livros foram... degraus para ela chegar até aqui. Quer dizer, confesso que os primeiros capítulos foram muito parados para um livro final e que eu senti falta de mais aparições do Patch porque acho que, como nossa 'despedida' dele, ela deveria ter caprichado mais em frases e cenas entre ele e Nora... mas ainda assim seria mentira dizer, que ela não me 'acorrentou' nesse livro e me obrigou a ficar sentada e fixada nele até acaba-lo... e no fim, ai... rs' Saudades já =/

Ok, talvez eu deva falar um pouco sobre os finais - sem spoiler, prometo \o/

Particularmente, não gostei dos acontecimentos que cercaram Vee nesse livro e não gostei do fim que ela teve... me pareceu meio forçado o modo como as coisas aconteceram, totalmente contrários a personalidade da própria personagem como se Becca quisesse dar um final feliz pra ela aos 'trancos e barrancos' e isso me incomodou. Outro fim que não gostei foi o de Scott e Marcie. O do primeiro porque acho que ele merecia algo melhor depois de ser tão incrível em Silêncio e de se mostrar um ótimo personagem... e sobre o fim de Marcie, acho que não gostei porque prefiro acreditar nas pessoas.

Ufa, sem spoiler como prometido o/ rsrs'

De um modo geral eu terminei esse livro com sentimentos de perda, um monte de 'quero mais' que não será atendido e então um orgulho de ter acompanhado essa história de perto.
Talvez seja porque eu não goste de finais porque eles sempre me balançam, e eu sei que vou sentir muita falta de Patch e Nora e aposto que Becca também (como ela pode criar e não se apaixonar por Patch? rs' *-*) mas, ainda esse fim (embora tenha faltado um 'detalhezinho' que a Becca vinha prometendo u.ú kkk') soou certo pra mim para Patch e Nora.

Se eu queria mais cinco livros?? É claro!!
Se eu indico esse livro?

Sempre.

" - Sei que não posso sentir seu toque, mas sinto seu amor Nora. Lá no fundo. isso significa tudo pra mim. Eu queria poder sentir você da mesma forma que você me sente, mas tenho seu amor.
Nada nunca vai ser mais forte do que isso. "


~> Beijusss...;*

#EuLi - Em Chamas ~ Suzanne Collins

Oi, :)

Bom... dizer que essa resenha está atrasada é 'amaciar as coisas" O.o' kk'
Deveria ter saído há meses atrás, mas... vamos a ela ;)

#Eu Li - Em Chamas



Bom, vou logo avisando que essa resenha será para mim um verdadeiro desafio não colocar spoiler. Realmente tenho pensado e não sei como vou fazer... O.o' rs' Mas, resolvi que vou escrevendo e então, no final, vou ler tudo e se tiver spoiler, aviso no decorrer do post ;P

Começo logo dizendo que esse livro foi o meu preferido da trilogia - coisa que estou perfeitamente habilitada a dizer já que terminei a trilogia em tempo record... sim, viciada o/ rs' - porque, dos três livros esse foi no qual eu mais me senti... parte daquilo, entende?

- Contém Spoiler do primeiro livro! desculpe, não pude evitar O.o' -

~*~
Tudo começa, algum tempo depois da primeira participação de Katniss e Peeta em uma edição de Jogos Vorazes. Contrariando todas as regras, eles dois conseguiram sair vivos de sua participação, fingindo ser um casal - não tão fingimento assim *---* - e conquistando o público que não pôde aceitar um terrível destino de duas pessoas que aparentavam se amar tanto.

Mas, é claro que isso irritou a governo que não só sente como se tivesse sido ridicularizado em todos os distritos como, após sua vitória, Katniss e Peeta se tornarão uma espécie de símbolo de uma rebelião que pouco a pouco começa a ameaçar a sociedade ditatorial criada.

Única saída? 
Tentar convencer a todos de que o que fizeram para ganhar a edição de Jogos Vorazes foi puramente por amor e não para desafiar a ordem do Governo.

Seu castigo?
Voltar a lutar em Jogos Vorazes.

Fim do Spoiler o/

~*~

Posso dar as razões para amar esse livro particularmente?

Primeiro, porque é nele que temos uma visão melhor dos sentimentos de Katniss na minha opinião. Enquanto no primeiro livro ela está tão fixada em ganhar o jogo, sustentar sua família e todo o caos que é sua vida, com mais responsabilidades que alguém de sua idade deveria ter, em Em Chamas quando ela tem que ficar com Peeta para salvar sua vida e das pessoas que ela ama, ela realmente pode ver o quanto Peeta estaria disposto a sacrificar por ela. O quanto ele a ama.

“Não quero que você se esqueça de como as nossas circunstâncias são diferentes. Se você morrer, e eu continuar vivo, acaba a vida para mim. Você é toda a minha vida. Eu nunca mais seria feliz. Para você a coisa é diferente. Não estou dizendo que não seria difícil. Mas existem outras pessoas que fazem com que a sua vida valha a pena ser vivida.” 
- Peeta -

Sobre Gale...
Ainda não gosto dele - e adianto que não gostei dele em toda a trilogia e ponto ¬¬' kk'

Mas, os sentimentos da Katniss por ele também ficam claros... oque me deixou confusa em alguns pontos - porque era simplesmente inaceitável ela gostar dele tendo esse cara totalmente perfeito, gentil, protetor, amoroso e completamente apaixonado ao alcance da mão dela!! Ela não sabe a sorte que tem? -.-' - 

Mas, ai, eu tinha que ficar me lembrando que ele está há muito mais tempo na vida dela do que Peeta, que ele é o melhor amigo dela e que ele também faria sacrifícios por ela.

“E a ideia de perdê-lo para sempre, meu melhor amigo, a única pessoa a quem confiei meus segredos, era tão dolorosa que eu mal conseguia suportar. Não depois de tudo o mais que havia acontecido.”

O segundo motivo para em Chamas ser o meu livro favorito dos três, é o fato de que nele tem os quotes mais lindos e bem escritos dos livros, pra mim *--*
Talvez pelo fato dos sentimentos de Katniss estarem aparecendo mais, como eu falei acima, mas de qualquer maneira, eu me apaixonei por tudo - principalmente as cenas que incluiam Peeta *-* futura senhora Melark passando u.ú huahsu'

 "Adormeço apenas para ser despertada com pesadelos que aumentam em quantidade e intensidade. Peeta, que passa grande parte da noite vagando no trem, ouve meus gritos enquanto luto para escapar da névoa proporcionada pelas drogas que apenas prolongam os horríveis sonhos. Ele consegue me acordar e me acalmar. Em seguida, deita na minha cama e me abraça até que eu adormeça novamente. Depois disso, recuso as pílulas. Mas todas as noites deixo que ele deite na minha cama. Administramos a escuridão da mesma maneira que fazíamos na arena, abraçados um ao outro, vigiando os perigos que podem surgir a qualquer momento.

A história amadurece também, junto com os sentimentos dos personagens que se tornam mais fortes a cada perigo de perder um ao outro. Dizem que a força se aperfeiçoa na fraqueza.
O amor de Peeta por Katniss é desse tipo. :)

"Meus pesadelos normalmente têm a ver com perder você. 
Eu fico bem quando percebo que você está aqui. "

Outro motivo para amar Em Chamas - mesmo que vocês já possam ter percebido pelos quotes que eu coloquei acima; me apaixonei, definitivamente pelo Peeta nesse livro e aprendi a respeitá-lo como personagem.

Ele é de uma...retidão de caráter, que me encantou. Sabe aquele sem egoísmo? Ele só quer que a Katniss tenha tempo para ter uma vida longa e feliz com quem ela quiser... é claro que ele quer que ela o escolha, mas ele a ama o suficiente para saber que a escolha é dela. Não posso dizer que Peeta amadureceu nesse livro porque desde o primeiro já dava pra notar que ele um personagem amadurecido e certo do que queria.
Ele queria que Katniss ficasse feliz, que ficasse bem... que ela pudesse viver em um mundo onde sua vida e a vida das pessoas que ela amava não estavam constantemente em risco. E, se isso não foi possível, a única coisa que ele queria era estar com ela.
Até o fim.

" Katniss - Então, o que a gente deveria fazer nos nossos últimos dias?
Peeta - Só quero passar todos os minutos possíveis do resto da minha vida com você."

Já disse que amei o livro?? Confere.
Já indiquei? Depois de tudo o que falei, ainda precisa?! *--*

Então o que resta é deixar vocês com o trailer de Em Chamas, a adaptação pela qual tenho mais esperado nesse ano, principalmente por causa desse trailer tão cativante.

#Eu Vi - Trailer de Em Chamas *---*



Leiam, se apaixonem...

E que a sorte esteja sempre a seu favor.

~> Beijusss...;*

#EuLi - A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista ~ Jennifer E. Smith

Oi, :]

Estou com sorte para encontrar livros que facilmente entram para a minha lista de favoritos *---*


"Quem diria que quatro minutos poderiam mudar tudo?"

~*~
A história narrada em terceira pessoa, começa por nos apresentar a Hadley, uma garota de 17 anos que está passando por muitas coisas ao mesmo tempo; o divórcio - mais ou menos - recente dos pais, o novo casamento do pai que acontecerá em menos de dois dias e sobre o qual ela não sabe como se sentir, ter perdido por apenas quatro minutos de atraso o vôo que a levaria ao casamento dele e então o fato de sua claustrofobia com a qual não vai ser nada fácil passar as próximas 7 horas encerrada em um avião.
Tem como piorar?

...Bom, talvez tenha como melhorar.

Enquanto espera - impaciente - o próximo vôo acaba quase literalmente esbarrando com esse cara, Oliver, um garoto que - por motivos dos quais ele é bem vago - assim como ela, não está nem um pouco ansioso para pegar o vôo que eles - por coincidência, ou o que alguns gostam de chamar de destino - vão dividir, lado a lado.

Ambos estão indo para grandes cerimônias que podem mudar suas vidas.

Mas, quem diria que é esse tempo antes dos respectivos grandes acontecimentos que fará a diferença?

"Quando você é jovem e está apaixonado, 
sete horas em um avião se tornam uma eternidade"

Como aquela senhora, sentada logo ali ao lado deles no avião com 52 anos de casada e muito experiência por isso, poderia estar tão maravilhosamente certa?

Em sete horas histórias podem ser divididas...
E uma nova e maravilhosa história pode ser criada, para nos revelar qual é a real probabilidade estatística do amor à primeira vista.

~*~

Posso começar contando como me apaixonei à primeira vista por esse livro? *--* rs'
Primeiro, eu amei a capa. Acho que ela refletiu perfeitamente a história *.* E, em segundo, o título, mesmo sendo um tanto grande em comparação a maioria, despertou facilmente a minha curiosidade.

Quer dizer, eu já disse em um post uma vez que eu não sou realmente adepta a ideia de amor a primeira vista, não acho que amor aconteça assim embora muitos tenham o direito de discordar. Acho que você pode sim se sentir atraído por uma pessoa de primeira, mas não acho que isso seja amor e sim, somente como eu disse, atração. Acho que o amor demora mais para se formar, precisa de tempo, precisa conhecer.
Acho que amar é uma série de coisas aliás.


"O noivo entrelaça seus dedos com o da noiva. É um gesto discreto, porém cheio de significado: os dois se mostram ao mundo como uma unidade."


E foi isso que, ao ler, eu vi nesse livro. De primeira, ela gosta do que vê; um gentil e bonito cara que pouco a pouco se mostra uma pessoa que se torna importante para ela: seja ajudando - a com a sua claustrofobia, ou simplesmente ouvindo o que ela realmente precisa dizer e dividindo partes de sua história também.

Ela se apaixona aos poucos - e o leitor também - pelas atitudes dele, pelo modo como ele é incrivelmente diferente da maioria. Isso a encanta.

Oliver se apresenta como esse cara prestativo no aeroporto que de primeira poderia levantar suspeita, mas que a ajuda com a mala o que todos os outros pesos emocionais que ela carrega.

Eles dividem muito mais do que um destino em um vôo.


"Uma pessoa contou certa vez que há uma fórmula para o tempo que se leva para esquecer alguém: é a metade do tempo que ficaram juntos. 
Hadley tem lá suas dúvidas sobre essa teoria, um cálculo muito simples para uma coisa tão complicada quanto um coração partido."


Hadley, é uma personagem com a qual realmente simpatizei. Mesmo com todo o drama do pai, ela não fica sendo aquela personagem chata que há cada cinco minutos reclama em longos parágrafos, dizendo o quanto a vida é injusta com ela... sim, ela está infeliz com a situação, está com um pouco de raiva do seu pai, mas ela mostra isso de uma maneira tão madura que é completamente compreensível; mostrando o passado com seus pais juntos e o presente no qual ela mal o vê você se torna perfeitamente capaz de entender a falta que ela sente dele e que acaba mascarando com raiva e rebeldia e até um tanto de desprezo por ele.

O modo como a história foi escrita também foi cativante pra mim. Como eu comentei no skoob, a autora escreveu despretensiosamente, sabe? Quer dizer, pra você ter uma ideia eu li o livro em menos de 5 horas - levando em consideração que foi no Pc, é um record *--* kk' - e a história se desenrolou em perfeito ritmo, revelando coisas na hora certa, levando o tempo certo para fazer com que nos apaixonássemos pela histórias desses dois desconhecidos que em sete horas consegue fazer mais parte da vida um do outro do que muitas pessoas que passaram anos ao lado deles.

O romance é fofo e doce. Não tem duas outras palavras que descrevam melhor. Além do que, me soou acreditável sabe? Com aquele 'ar' que eu amo, que me diz que isso realmente poderia acontecer com qualquer pessoa, em qualquer lugar...

Por que não com você? - ou comigo, porque eu também sou filha de Deus *--* kkk'

Vou parar por aqui rs' Estou realmente com medo de estragar a leitura para alguns de vocês, porque eu quero que vocês sejam pegos de surpresa como eu fui. Quer dizer, mesmo tendo lido algumas resenhas sobre ele, não houve aquela expectativa que muitas vezes é prejudicial a leitura, foi maravilhosos não saber oque esperar e receber muito mais do que um livro para preencher horas ociosas.

Se revelou, pra mim, uma história de amor que eu gostaria de viver.

Definitivamente - e com louvor o/ - eu o indico ;]

~> Beijusss...;*

#EuLi & Vi - Três Metros Acima do Céu ~ Federico Moccia

Oi, :]

Hoje resolvi falar do livro e do filme Três Metros Acima do Céu, que já Li/Vi a algum tempo, mas demorei para formar uma opinião concreta sobre o livro :p rs'

Vamos conferir as resenhas? ^^

#EuLi
- Três Metros Acima do Céu -

- eu realmente não gosto dessa capa O.o' rs' -

O livro conta a história de Baby - uma garota de classe média alta, que estuda em uma escola particular e tem tudo para ser uma patricinha - e Step um motoqueiro bad boy e problemático que tem tudo para ir para o caminho errado.
Como caminhos tão diferentes poderiam se cruzar?


Se o semáforo não tivesse se fechado, se a moto dele e o carro onde ela estava não tivessem parado no sinal vermelho... talvez essa história jamais tivesse criado vida.
O que seria uma pena já que eu perderia meu atual livro favorito *--*


Ela jamais planeja querer esse cara com um passado - e um presente -violento, que cheira a problemas.


Ele jamais planejaria se apaixonar por uma patricinha que nunca verá a vida como ela realmente acontece fora do seu mundo cor de rosa.

Mas, a vida teima em nos surpreender.

Sim, soa como clichê. E foi também o que eu pensei ao ler a sinopse.
Mas o bom é que essa história me surpreendeu :]

Anteriormente, eu já tinha tentado ler algo de Federico Moccia; Desculpa se te Chamo de Amor, mas a leitura simplesmente não conseguiu me prender.
Aconteceu completamente diferente com esse livro.

Logo nas primeiras páginas, no primeiro encontro - ou diria no primeiro choque? O.o' - entre eles, eu já comecei a me apegar; eles simplesmente se detestam de cara! rs' E quem não gosta desse 'tapas e beijos' que acontecem em alguns livros? :P

Step acaba de ser liberado de uma acusação de agressão, e é alertado de que caso ele não ande na linha, ele será preso. Ninguém além dele, conhece o motivo da agressão ter ocorrido e não é algo que ele queira dividir.

Baby, está em uma vida estável com um namorado e boas notas, sem reais preocupações.


Acontece que, depois de uma festa em que os dois se encontram e ela o enfrenta, ela acaba testemunhando a agressão de Step contra seu namorado e um homem que tenta separar a briga. Ela ameaça testemunhar contra ele, mas a resposta dele é simples:
- Antes que aconteça esse julgamento, ela estará tão completamente apaixonada por ele que jamais o acusará -

Quem resistiria a uma promessa como essa? *--*


O modo como a história se desenrola é tão perfeitamente lindo e cativante que eu me vi devorando tanto o livro quanto o filme. As cenas entre eles, o modo como lentamente eles vão mostrando quem eles realmente são fora da fachada que todos vêem, aconteceu pra mim no ritmo certo.



Você passa a realmente entende-los como pessoas, sabe? Mas, o que eu achei mais bonito, é modo como Step - antes tão duro, insensível até - lentamente acaba se rendendo ao que ele passa a sentir por Baby e de repente já não tem nada a ver com o julgamento ou acusação; ele simplesmente está apaixonado. E foi tão real pra mim tudo isso, essa evolução, o choque entre a realidade de ambos...


E me pareceu sincera a pergunta que me rondou durante toda a leitura;
O amor deles seria forte o suficiente?

Só lendo pra saber... rs' Mas, lembrando que - eu tive um quase infarte no fim do primeiro livro - e que há um segundo.

E que o primeiro amor é pra sempre.

#EuVi



O que eu posso dizer desse filme?

Bom...começo assim; ele se tornou um dos meus favoritos também :]

Achei que, ao lado de Orgulho e Preconceito, essa foi uma das adaptações mais fiéis. Acho que mereceu nota máxima, por isso; não me traumatizou! rsrs'


Começando pela escolha dos atores.
Confesso que de primeira não gostei da atriz escolhida para fazer a Baby, mas quando assisti eu consegui ver o personagem nela, sabe? Acho que ela conseguiu mostrar a essência e o conflito... e ela também tem cara de patricinha -.-' rsrs'



E o Step - que no filme recebeu o nome de Hatch o que é minha única reclamação! - foi perfeito pra mim. Estou definitivamente apaixonada por ele rs'


E, deixo meu voto aqui; ele é quem eu escolho para Patch *---------* - sim, achei alguém perfeito o suficiente \o/ kkk'

Exatamente o bad boy que acompanhei durante todas aquelas páginas, com esse 'q' um tanto agressivo de quem já sofreu, mas que é totalmente desarmado pela Baby.


Eu senti como eles tomaram 'cuidado'- por falta de palavra melhor - pra não tirar nada da história que fizesse real falta. O que só prova que adaptações podem sim ser boas o/ rs'


Quer dizer, como toda a adaptação,eu senti falta de certas coisas, certas cenas que me fizeram gostar tanto do livro, mas o que era realmente essencial eu senti que ainda estava lá sabe? Me senti até grata por isso rs'


Até mesmo as cenas mais...hot - sim, esse livro tem cenas um tanto hot - foram tratadas com o respeito adequado e me passaram amor mais do que tudo sabe? Houve a sensibilidade necessária para fazer desse filme algo do qual vou me recordar :]

Um amor, eternamente, acima de várias histórias de amor.
Um amor três metros acima do céu.



E é por isso, e por milhares de coisas, que 3 metros acima do céu se tornou um dos meus filmes/livros favoritos *-------*

Indico totalmente o/

~> Beijusss...;*

Pacificamente Turbulento


"Eu sou do meu amado
E o meu amado é meu"
- Cântico cap. 6, vers. 7 -

Há uma parte sua que sempre foi dele mesmo antes que vocês tivessem se conhecido.
Há uma parte dele que, no rosto de todas as pessoas, estava inconscientemente procurando você, desde sempre.
Você é do seu amado... e o seu amado é seu.
Nem sempre o amor precisa ser complicado, cruel ou assustador.
Há sempre aquele exemplo de amor belo e pacífico - no qual você você não sabe ao certo se acredita ou não - que não precisa de reencontros, inimigos ou reviravoltas no segundo ato.
Ás vezes o amor é simples... mas isso não o faz ser menos amor.
Ás vezes você simplesmente encontra alguém que se encaixa, sem grandes complicações.
Em outras ele - o amor - exige mais de você. Exige sangue, suor, lágrimas... Exige turbulência.
Mas, isso também não o faz ser menos amor.
A única coisa que não muda em ambos os casos é que você simplesmente sabe em seu coração - sem precisar do apoio da lógica para isso - que, lutando pelo seu amado ou simplesmente pegando a mão dele, você sabe, tem a certeza incontestável, que não há nada mais certo do que estarem juntos.
Que, de maneira simples e complexa, você pertence ao seu amado e ele a você.
Turbulento, pacífico, complicado, cruel, belo ou assustador...
O amor se apresentará a você das mais diferentes formas.
Ele encontrará você.
Não importa se como um furacão ou uma brisa, se pacificamente turbulento...

Deixe-o entrar.

#EuLi – Charlotte Street ~ Danny Wallace



Oi, :)

Bom, como eu tinha dito em outro post, ganhei esse livro juntamente com P.s Eu Te Amo em uma promoção (sim, o azar deu trégua por um tempo *--*...mas, ele voltou agora ¬¬’ rs’) e, não podia mesmo deixar de falar sobre ele. Que dizer, ele tem seus pontos bons e ruins, mas ainda assim foi cativante pra mim....foi diferente.
Provavelmente diferente do que você esperaria também ao ler sua sinopse – pelo menos foi o que aconteceu comigo =P

Mas, vamos a resenha? o/



~*~
Tudo começa com uma garota... Porque, como diz Danny Wallace, SEMPRE há uma garota. Mas, antes que você possa pensar que a história será previsível eu tenho que dizer que essa história pode ser tudo (de bom e ruim até) mas, clichê não é uma dessas coisas.

Eles acabam se cruzando um dia, Jason Priestley a ajuda e ela sorri pra ele. Só isso.
Mas é claro que, sob a perspectiva de quem realmente está vivendo aquilo, a história é completamente diferente. Quando ela sorri pra ele....ele se encanta por ela completamente.
Há uma maneira de se apaixonar por alguém de quem você não sabe nada, nem sequer o nome?
Ele vê e se agarra a essa possibilidade de que essa simples estranha pode ser aquela ‘peça’ que mudará toda a imagem da sua vida.
Só que o momento passa rápido demais, o olhar já se foi e quando ele se dá conta a única coisa que sobrou desse momento é uma câmera descartável que ela acidentalmente esqueceu e que agora está em suas mãos.
Se você acredita em destino – coisa que eu não =* – pode enxergar aqui que ‘ele’ – o tal e famoso destino – acabou de dar uma chance para essa história.
~*~

Sinceramente, eu já li esse livro a mais de um mês, mas por alguma razão estava completamente ‘travada’ em como e o que falar sobre ele =P

Porque, ao contrário do que se pode pensar pela sinopse, eu não consigo dizer que esse livro é um romance, de jeito nenhum.

Quer dizer, tem uma garota, tem um cara... há um sentimento, pelo menos da parte dele. Elementos que comporiam facilmente um romance certo? Só que no fim, acaba sendo um pouco de tudo.

Quer dizer, sim, o livro gira em torno da busca dele por essa garota um tanto idealizada que ele acha que pode ser quem ele está esperando, mas a história também tem haver com esse cara, Jason Priestley, que em uma primeira olhada é um cara essencialmente comum. Que não tem nada realmente excepcional pra ser o ‘mocinho’ dessa história.
Mas, isso foi o curioso da história; você o conhece no mesmo ritmo em que conhece uma pessoa de verdade, e isso deixou as coisas mais reais pra mim. Mais com aquele sentimento de ‘isso podia mesmo acontecer’. Sabe quando você conhece alguém que era completamente estranho e já tem uma opinião – ou ao menos uma pré-impressão – sobre aquela pessoa, e então você vai convivendo com ela e percebe que ela é diferente do que você imaginava, nesse ritmo lento e cuidadoso que conhecemos pessoas novas.
É assim que eu me senti conhecendo esse cara. Fui lentamente entendendo. Rindo dele e de seu humor as vezes negro, as vezes não.
Pelo menos a minha primeira impressão dele foi boa. Veja como começa o primeiro capítulo:

“Eu me pergunto se nós deveríamos começar com as apresentações.
Eu sei quem você é. Você é a pessoa que está lendo isso. Por qualquer razão, e em qualquer lugar, esse é você, e logo nós seremos amigos, e você nunca me convencerá do contrário.
E eu?
Eu sou Jason Priestley.”

Entende? Já gostei dele de cara *-* rs’
E é por isso que a história me fez continuar, por que é como você encontrar alguém que conta tudo o que tem passado... tem aquilo de familiaridade com o personagem sabe? Você se sente parte de tudo e, como a história não gira só em torno do romance, mas também da vida dele; seu recente término, sua profissão abandonada, sua vida um tanto quanto desorganizada – é como se você durante essas 399 páginas fizesse um pouco parte daquilo também. Caminhasse pelas ruas de Londres e esperasse – e torcesse como você normalmente torceria por um amigo – que ele, esse cara nada comum, tenha um final feliz.

Quer dizer a história tem alguns pontos ruins – embora eu não concorde totalmente com as resenhas tão ‘amarguradas’ (rsrs’) que tenho visto. Quer dizer, esse definitivamente não é o pior livro que eu já li. As vezes a história fica parada e você deixa o livro pra lá porque ele fica entediante? Sim. O autor enrolou demais em alguns trechos e colocou coisas que poderíamos ter passado sem? Sim. O final pra mim foi prematuro? Com certeza!
Mas, de alguma maneira isso não importou pra mim. Eu abandonei o livro algumas vezes, fiquei tentada a pular umas sete páginas ou mais – coisa que nunca fiz o/ rs’ – e murmurei um ‘ah, só isso!!’ quando terminei, mas ainda assim a história valeu a pena sabe?
Você cresce e aprende várias coisas junto com Priestley, Aprende coisas como essa:

“As pessoas ao seu redor são você.
Elas dividem a sua história. Elas podem até escrevê-la com você.
E quando você perde uma, na há dúvida de que você perde uma parte sua.”

Por isso eu indico esse livro, mesmo sabendo que muitas pessoas não ‘vê-lo através dos meus olhos’. Não vão enxergar o que eu vi nessa história. Ou talvez eu, quem sabe? , tenha visto mais do que realmente há para ver.
Mas, de uma maneira boa não vou esquece-la; essa história que é de certa maneira tão comum de um cara tão comum...que poderia ter acontecido em qualquer parte do planeta.
Mas, decidiu acontecer em Londres.
Mais especificamente em Charlotte Street.

;)

~> Beijusss...;*