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ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte Final


Eu pensei em desviar o rosto de seu olhar duro, mas não consegui. Meus olhos seguiam cada movimento dele como se tivesse vida própria.
Talvez ele tenha percebido que eu não planejava responder ou só tenha ficado impaciente, só se que nesse momento Brad eliminou o espaço que havia entre nós dois.
Ficou a poucos passos de mim, sua mandíbula se trincando. Um movimento que, por mais que externasse sua irritação ainda me parecia incrivelmente lindo.
-Por que você não me contou, Jenna? - repetiu ele; sua voz anda me parecendo forte.
Finalmente consegui desviar meus olhos dele, dessa vez dirigindo-os aos meus pés. Passei a mão pela nuca reprimindo a incrível necessidade que sentia de tocá-lo; de saber que ele não se desfaria como um fruto de minha imaginação caso eu o fizesse.
Quando ele abriu a boca pra falar algo, eu finalmente desisti de tentar me esquivar.
-O que você teria feito, Brad? - passei a mão nervosamente logo abaixo de meus olhos tentando limpar a lágrima tola que me escapava - O que você faria se eu simplesmente tivesse te dito tudo...sobre o que sinto.
Brad não hesitou um segundo.
-Eu teria feito isso.
E então, antes que eu pudesse entender realmente o significado de suas palavras, um de seus braços envolvia firmemente minha cintura trazendo-me pra perto enquanto a sua outra mão seguia para a minha nuca aninhando se em meu cabelo mantendo meus lábios ao seu alcance.
O restante foi como um sonho.

Havia eletricidade; havia magia. Seus lábios eram gentis e decididos contra os meus. Não havia mais nada no mundo além de nós dois.
Envolvi com meus braços seu pescoço querendo eliminar qualquer possibilidade de que ele se afastasse de mim, de que pudesse acabar, que pudesse não ser real.
Quando acabou minha respiração estava falha e eu sorria feito uma tola apaixonada, mas era isso que eu era. Isso que eu sempre fui.
Completa e perdidamente apaixonada pelo meu melhor amigo.
Ele encostou sua testa na minha, também respirando com dificuldade e, por um logo momento, só o que fizemos foi ficar em silêncio com os braços ao redor um do outro.
Não havia pressa pra acabar. Havíamos esperado tempo demais.
Ele se afastou um pouco de repente colocando um papel entre meus dedos; uma carta. Pensei que fosse a que deixara pra ele.
-Abra. - pediu ele.
-Mas, eu já sei o que...
-Não. - ele me interrompeu dando um sorriso torto e se afastando um pouco depois de um rápido beijo em meus lábios - Você não sabe.
Tirei meus braços do pescoço dele sem qualquer vontade e comecei a desdobrar a carta protegendo-a da chuva dentro do meu casaco percebendo enfim que essa realmente não era a minha; parecia já ter sido escrita a algum tempo tinha marcas que indicavam que ela havia sido aberta várias vezes.
A fraca luz de um poste próximo a nós me permitiu entender as palavras lá escritas.
O cabeçalho datava de quase quatro anos atrás e eu logo reconheci a letra dele.

_________________________________________________________________

Coisas que me fazem gostar tanto de Jenna
-Quando ela sorri de verdade aparece uma covinha minúscula e linda em sua bochecha.
-Quando eu começo a irritá-la ela faz aquele negócio charmoso com a sobrancelha que ninguém mais sabe.
-Ela não bate como uma garota; pelo menos não em mim.
-Ela odeia assistir filmes de romance comigo por que odeia saber que vai chorar na minha frente.
-Ás vezes, quando eu estou com sorte, ela sorri daquele jeito incrível quando diz meu nome.
E Jenna nunca percebeu como ás vezes pareço me esquecer de como tirar meus olhos de seus rosto e de que sempre aproveito qualquer oportunidade para tocá-la.
E ela sequer viu que eu morri de ciúmes quando Tom a chamou pra dançar no baile, mas ela deve ter notado que eu fiquei feliz quando ela disse ter odiado.
E talvez, Jenna nunca saiba que os momentos que eu passei dançando com ela nesse mesmo baile foram os melhores.
Por que Jenna é a garota mas incrível que já conheci.

________________________________________________________________
Encarei aquelas palavras por um longo tempo; meus olhos novamente cheios de lágrimas transbordaram.
Estranhamente a chuva começou a parar, mas eu decidi guardar a carta em meu bolso assim mesmo; ela era valiosa demais.
Levantei meus olhos pra falar com Brad só ai percebendo que ele estava mexendo em algo em seu carro.
-Eu tinha escrito isso há um quatro anos atrás. Na aula de Química - começou ele olhando por sobre o ombro pra mim me lançando um sorriso - Deu pra entender por que eu ia tão mal na aula da professora Rita?
Eu ri; um poderoso sentimento de felicidade se apoderando de mim.
-Eu ia entregar pra você na noite em que sai da cidade, mas quando não te encontrei acabei guardando-a até hoje.-continuou.
Brad se curvou por mais um momento dentro de seu carro e dentro de segundos Far Away de Nickelback preencheu o ar.
-Essa é...
- A música que dançamos no baile.- completou ele sorrindo enquanto apontava para o bolso onde eu guardara a carta- Quer saber mais um segredo? Sempre que ouvi essa música durante todo esse tempo eu me lembrei de você.
-Mas e Sarah? - perguntei finalmente - E...e o casamento?
- Ela não me amava nem eu fui nem serei capaz de amar ela também. Acho que ela só gostava de que eu estivesse por perto caso ela quisesse impressionar alguém. Pensei...pensei que se eu estivesse comprometido com outra pessoa você não teria o mesmo efeito sobre mim - seus olhos voltaram pra meu rosto - Mas eu estava enganado.
Meu coração já batia feito louco dentro de mim e foi capaz de acelerar ainda mais com suas próximas palavras.
-Eu te amei o tempo todo, Jenna.
E foi então que eu não suportei mais o espaço que nos separava e corri para os braços dele. Houve um beijo ainda mais maravilhoso então.
Brad me levantou me erguendo do chão em seu colo sem que nossos lábios se separassem e eu percebi e agarrei com ambas as mãos o meu final feliz.
-Me concede essa dança, Jenna? - sussurrou quando nos separamos por um segundo.
Meu sorriso disse "sim" por mim.
Ele me devolveu ao chão e enquanto eu encostava minha cabeça contra seu peito ouvindo as batidas preciosas de seu coração suas mãos envolveram minha cintura novamente me mantendo perto.
Dançamos no ritmo da música enquanto ela falava sobre ter esperado tempo demais.
Naquele momento eu descobri duas coisas.
A primeira é que, há momentos que parecem fazer valer a pena uma vida inteira.
O segundo é que ás vezes, não sei dizer quais exatamente, há algo mais quando amigos dizem "Eu te amo".
~*~*~*~*~*~
A parte final \o/
Estou feliz por ter conseguido, com o apoio de vocês, terminar essa história mesmo sabendo que vou sentir falta de postar sobre Brad e Jenna. Obrigada, obrigada de verdade a cada pessoa que comentou ou acompanhou minha história me movendo até agora. Foi realmente importante pra mim.
~> Beijusss e comentem o que acharam por favor, tá? ;*

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 7

Oi pessoas ^^
Então, primeiro post do ano é a continuação \o/ Foi mal a demora, mas espero que aprovem ;)
~*~*~*~*~*~


As gotas de chuva arrastavam-se lentamente enquanto eu as observava pela janela do quarto de hotel.
Chuva; o único motivo pra eu e Brad ainda dividirmos a mesma cidade na noitei de seu casamento.
Só com o meu azar mesmo pra que haja uma tempestade durante dois dias seguidos na cidade mais quente do país e que todos os ônibus que me levariam pra longe daqui tenham parado por causa do temporal.
Ótimo. Realmente ótimo.
Senti meu celular vibrar em meu bolso e quando o peguei olhei para a tela amis tempo do que o necessário.


S2 Brad Chamando...


Sorri tolamente para o "coração" que adicionara ao seu nome e para a foto que estampava a sua chamada. Quando fomos tirá-la tinhamos meio que combinado de fazer a pior careta possível, mas quando eu vi a dele comecei a rir descontroladamente então a foto acabou assim; eu rindo feito uma louca e ele fazendo careta, mas ainda, de um modo que só ele conseguia fazer, parecendo lindo.
Coloquei o celular sobre o criado mudo como havia feito nas últimas sete vezes que ele havia ligado afastando-o do meu alcance antes que eu não resistisse mais e atendesse.
Eu sabia que ouvir a voz dele já acabaria com todas as minhas forças.
Fiquei tentada a ouvir o que ele queria dizer. O que pensara da carta. Mas a minha razão disse que eu não sobreviveria sem a última parte de mim que me mantinha de pé.
Depois de mais alguns minutos o celular parou de tocar e eu senti um misto de alívio e tristeza. Uma parte de mim, a parte mais idiota de mim, não queria que ele desistisse. Por que eu sabia que no momento em que seus telefonemas cessassem estaria na hora do casamento e então ele diria sim a ela.
E eu não saberia mais o que fazer com meu coração destruido.
Me deitei na cama olhando fixamente para o teto tentando sem sucesso não pensar que dali a pouco tempo -e eu não sabia exatamente quanto já que eu havia rasgado o convite sem sequer ler a hora em que seria o casamento- eu perderia Brad pra sempre.
Eu ainda achava que talvez, apenas talvez, se eu estivesse fora da cidade as coisas não fossem tão dolorosas, mas ali eu me sentia sugada e presa a realidade atual; a minha felicidade estava escorrendo por meus dedos de uma forma que eu não podia impedir.
O toque do teolefone fixo do quarto me fez sair de meus desvaneios e eu o atendi sem hesitar sabendo que Brad sequer sabia que eu ainda estava na cidade, muito menos nesse hotel.
-Jenna? - reconhecia voz sempre energizada.
-Oi Betina. - suspirei.
-Nossa Jenna, que bom ouvir sua voz! Você não sabe quantas ligações eu fiz até encontrar seu hotel quando soube que os ônibus haviam parado por causa do temporal e ...- quando ela começou a tagarelar como sempre fazia eu afastei o telefone um pouco esperando que ela acabasse; depois de enfim tomar ar ela falou - Como você está?
Pergunta difícil, pensei. Eu havia passado esses últimos dois dias em que havia ficado fora da mansão tentando sedar essa parte grande de mim que sangrava tanto, mas não consegui.
Talvez por que, existam feridas das quais não somos capazes de nos curar apenas aprendemos a conviver com a dor.
-Eu não sei. - admiti cruzando um dos meus braços ao meu redor -Betina você...você entregou a ele?
Ela hesitou um segundo e eu tive medo da sua resposta.
-Eu não pude falar com ele, Jenna. Com todo esse negócio de adiantar o casamento tudo aqui virou uma confusão. Não o vi o dia todo e agora acho que vai ser ainda mais difícil; falta menos de uma hora para o casamento.
Tive que respirar fundo para prosseguir a conversa.
-E Sarah?
- Bom, você não quebrou o nariz dela se é isso que quer dizer. E Brad não acreditou muito na versão dela de que você tinha batido nela assim, sem mais nem menos. Na verdade, nem eu. Aliás eles discutiram muito quando ela disse isso. O que aconteceu na verdade?
- Não importa mais. - suspirei - E o Brad? Ele...está feliz?
-É difícil dizer. Ele está preocupado demais com o seu sumiço. Jenna, você sabe o que eu penso sobre isso e...
-Jenna?? Você está falando com Jenna? - disse alguém pra ela do outro lado da linha e nem precisei de um segundo pra reconhecer a voz.
Brad.
-Minta Betina!- eu disse urgentemente.
-N...Não. - gaguejou ela obedientemente - Ela não...
Mas, ela sequer pôde terminar já que ele pareceu tomar o celular da mão dela.
-Ei, esse celular é meu! - protestou ela, mas ele a ignorou.
Depois de um segundo sua voz preencheu o meu mundo inteiro.
- Jenna? Jenna, eu sei que é você. Me diz o que está acontecendo.
Eu mordi meu lábio inferior com tanta força que quase o fiz sangrar na tentativa de me forçar a não respondê-lo.
-Por favor, Jenna. Por favor. - seu pedido fez meu coração se revoltar dentro de mim - Me diz onde você está. Por que você foi embora? Foi por causa da briga que você teve com Sarah? Olha, Jenna, eu sei que as coisas não aconteceram do modo como ela me contou. Eu conheço você, sei que não faria isso. Me diga, como as coisas realmente aconteceram.
- Não importa. - murmurei sem querer tendo um arrependimento instantâneo.
- Jenna- disse, sua voz tomada de alívio - Jenna, nós precisamos conversar e ...
Enquanto ele falava um bolo gigantesco se formava em minha garganta e quando falei quase não reconheci minha própria voz.
- Está tudo bem. - menti.
Mentira. Sempre uma mentira. Assim como menti todas as vezes que me perguntaram o que eu realmente senti por Brad e eu respondia que o amava por que ele era meu melhor amigo.
E que amigos também dizem isso.
-Diga a Betina que ela já deve entregar a você. - percebi que as primeirars lágrimas já escorriam por meu rosto e soube que ela não seriam as últimas, então nesse último segundo eu sussurrei - Eu te amo, Brad.
Então eu desliguei.
Encarei o telefone por vários e longos minutos enquanto soluçava baixinho.
Peguei a chave do carro pouco me lixando para o temporal.
Quando Brad se casasse com Sarah eu queria estar longe dali.

X*X

A chuva e as lágrimas dificultavam a minha visão.
Minhas mãos agarravam com força o volante.
Eu não conhecia bem a cidade o que me fez entrar em várias curvas erradas e acabar me levando ao centro.
Dirigi por vários minutos forçando meus olhos marejados a encontrar algum ponto de referência e quando olhei a direita alguns metros a minha frente eu me senti rasgar.
A igreja.
Haviam feito uma entrada coberta desde os portões para que os convidados evitassem a chuva. Lindas flores brancas e amarelas que não consegui identificar ladeavam todo o caminho.
Seria lindo se não me machucasse tanto.
Não consegui mais dirigir.
Estacionei o carro do outro lado da rua sem conseguir me mover mais um centímetro sem despedaçar. Lágrimas ainda escorriam de mim.
Eu não sei exatamente quanto tempo fiquei ali. Só sei que foi o bastante para que alguém notasse e batesse na janela do carro.
Girei assustada e encontrei uma mulher com traços orientais que, protegida por um guarda chuva sorria pra mim. Ela me fez um sinal para que eu baixasse o vidro. Demorei um momento pra obedecer.
-Você está bem?
Parecia até que todos haviam tirado o dia pra me perguntar isso.
-Como eu saio daqui? - minha voz soava puro desespero.
Ela hesitou provavelmente surpresa com a minha reação, mas logo me deu as indicações certas.
Mal ela acabar de falar eu já me dirigia para o mais longe que pudesse.

X*X

As placas me indicavam que eu estava perto.
Tudo em mim doía.
Só os faróis tornavam possível que eu ainda conseguisse dirigir.
Me afastar da cidade não estava causando o alivio que eu esperava e isso estava começando a me desesperar. A ferida latejava dentro de mim.
Passei as costas da mão contra meus olhos inundados forçado-me a ver com clareza o que os faróis iluminavam a alguns metros a minha frente.
Havia uma caminhonete vermelha ali.
Dirigi mais alguns metros e então parei o carro ainda mantendo os faróis ligados.
A caminhonete estava parada meio atravessada na pista.
Havia alguém parado ao lado dela.
Eu desci do carro sendo instantaneamente ensopada pela chuva, mas sem senti-la realmente contra meu corpo.
Ele parecia um anjo em toda a sua glória.
Pequenas gotas escorriam por seu rosto enquanto seu cabelo molhado caia sobre seus olhos. Dois dos botões da camiseta branca grudada pela água contra seu corpo estavam abertos sob o paletó. A visão me tirava o fôlego ao mesmo tempo em que me fazia finalmente voltar a respirar.
Mantive algum espaço entre nós com medo de que se me aproximasse demais ele sumisse como um sonho bom.
Ele mantinha os braços cruzados no peito, a testa vincada e todo seu rosto tomado por traços sérios.
Não sorriu pra mim e isso, de algum modo, foi ainda mais doloroso.
-Por que você não me contou? - disse Brad.
Sua voz firme me disse que dessa vez não haveria espaço para evasivas.


~*~*~*~*~*~

(Suspense....)
Então...quero saber o que acharem dessa parte ok? Por favor, não me deixem ansiosa...rs
~> Beijusss....;*

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 6

Oi...
Sexta parte agora \o/
*-*
Tomara que gostem ....:)
~*~*~*~*~*~

O caminho de volta foi silencioso enquanto eu olhava fixamente pela janela. Por várias vezes eu senti os olhos de Brad em mim preocupados, mas eu o ignorei completamente.
Quando o carro enfim estacionou em frente aos portões eu tentei sair dele o mais rápido possível abrindo a porta assim que ele parou, mas não fui rápida o bastante.
Senti a mão de Brad ao redor do meu pulso me impedindo de sair, mas eu não me virei pra ele.
-O que houve Jenna?
-Nada. - murmurei.
- Há algo errado; eu conheço você. Por que... por que não está olhando pra mim?
A tristeza que havia em sua voz me quebrou e quando dei por mim estava abraçando-o com toda a força que eu tinha, chorando contra sua camisa estragando-a completamente. Mesmo confuso ele não hesitou nem um segundo antes de me envolver em seus braços também.
Eu podia entender sua confusão. Ele sempre me considerara o tipo de garota que nunca chora. E eu era; antes de ama-lo nessa intensidade estranha que me rasga ás vezes por dentro.
Em uma intensidade que amigos não deveriam amar.
Me permiti olhar mais uma vez em seus olhos. Ao menos uma última vez e vi tudo o que eu mais amava no mundo.
Brad limpou delicadamente as lágrimas do meu rosto com uma das mãos enquanto a outra ainda estava ao meu redor.
-Jenna, me diz o que está acontecendo.
Eu comecei a me afastar.
-Não é nada Brad. - tentei sorrir enquanto abria a porta - Não dizem que sempre tem um que chora em casamentos?
E então eu sai do carro antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.
Eu não olhei pra trás enquanto corria em direção a mansão. Talvez por que eu soubesse que uma parte de mim não suportaria ver de novo o que eu deixava pra trás.

X*X

Em meu quarto, naquela construção fria eu escrevi tudo o que me enlouquecia silenciosamente. Cada palavra que não ousou sair de meus lábios. Dobrei o papel colocado em um envelope que achei em uma gaveta e depois de fechá-lo peguei a minha mala que já arrumara sobre a cama e sai decidida a ir embora.
-Ah, ai está você. - disse uma voz atrás de mim enquanto eu saia do quarto.
Olhei pra trás e vi Betina.
-Oi. - suspirei, cansada demais pra tentar ser gentil.
-Onde você estava? Eu te procurei feito louca, sabia? Tenho novidades pra te contar.
Apertei a ponte do nariz tentado achar qualquer pedaço de paciência que me restasse.
-Eu sai com Brad...
-E cadê ele? - me interrompeu.
-Ele foi buscar o terno para...para o casamento. - as últimas palavras pareciam navalhas contra minha garganta.
Tentei me recompor antes que ela percebesse.
-Ah, ótimo pelo menos ele já está adiantando as coisas já que a Sarah, sabe como é gente rica, decidiu adiantar o casamento.
Eu não respirei.
-Pra quando? - minha voz saiu estranha para os meus próprios ouvidos.
-Pra amanhã.
Por um longo momento eu não me movi, vendo meu pequeno conto de fadas ruir diante de meus olhos.
E então eu fiz algo que eu nunca pensei fazer na frente de qualquer pessoa; eu me ajoelhei ali mesmo e chorei.
Era um choro cheio de dor, que já não cabia dentro de mim.
- Jenna? O que houve? - Betina começou a entrar em pânico se curvando e tocando em meus ombros numa tentativa tola de me acalmar.
E eu realmente não podia culpá-la. Ela era uma das pessoas que, depois de me ver socar garotas maiores que eu no colegial, achava que eu só choraria em pleno apocalipse.
Bom, bem vindo ao fim do meu mundo.
Tentei afastar suas mãos de mim e quando fiz isso senti o volume em meu bolso tendo uma idéia.
- Betina. - disse me levantando pra mostrar pra ela que eu estava bem - Você poderia me fazer um favor?
-Claro Jenna. - disse rapidamente.
Tirei o envelope de meu bolso abrindo-o e tirando a carta que nele havia entregando pra ela.
-Entregue isso a Brad por mim?
Ela assentiu e eu me virei.
-Jenna? - chamou ela.
-O que?
-Você o ama não é? - eu lhe dei um pequeno sorriso e assenti levemente - Por que não diz isso a ele?
Eu não respondi e ela pareceu entender que várias das perguntas que ela faria teriam a mesma resposta; nada.
- Pegue meu carro. - ela jogou a chave e eu a peguei - Mas, se quer um conselho; Você deveria dar ao menos uma chance pra vocês dois.
Eu assenti novamente e sai antes que ela fizesse uma nova tentativa de tentar me reconfortar.
Por que eu sabia que só uma pessoa poderia fazer isso e nesse momento ele estava pegando as roupas de seu casamento.
Desci as escada planejando sair daquele lugar o mais rápido possível, mas quando estava quase alcançando a porta da frente alguém me chamou. Limpei as lágrimas rapidamente já que graças ao tom de minha pele meu rosto não dava muito sinais de choro.
Olhei e Sarah estava postada me olhando.
Yeah, esse só pode ser meu dia de sorte.
-Que bom te encontrar aqui. - ela me deu seu sorriso elástico - Eu estava mesmo te procurando.
Apenas cruzei os braços e esperei. Não estava com um pingo de humor para ser simpática principalmente com ela.
Quando ela percebeu que eu não ia colaborar ela continuou.
- Eu queria falar sobre você e Brad.
- O que tem nós dois? - minha voz saiu na defensiva e isso pareceu irritá-la.
- Exatamente isso! - disse perdendo qualquer traço de gentileza em sua voz; é, as máscaras caem - Não existem "vocês dois" e sim eu e ele! Ele é Meu noivo e eu não sei se aprovo esse relacionamento entre vocês dois.

-Ah, é? - explodi - Bom, eu também não sou muito a favor do relacionamento de vocês tambémsabe. Uma patricinha mimada e ridícula nunca fez o estilo dele, mas você não me vê gritando e berrando por isso, vê?
Bom, talvez agora eu realmente estivesse mesmo gritando e berrando, mas hey, isso não vem ao caso.
- Ora sua... - acho que havia sobrado um pingo de compostura nela já que ela não completou o xingamento - Saiba que não importa o que você faça, nada me impedirá de casar com ele. Eu o amo e...
-Não. - interrompi. -Você não o ama.
-O que? - ela explodiu de novo.
-Você é egoísta demais pra amar alguém além de si mesma. Você acha que eu não vejo como você vive se gabando do emprego dele para as outras pessoas não importando o quanto Brad fique desconfortável quando você fala dele como se ele fosse mais uma de suas propriedades? Você é a pessoa com menor capacidade de amar que eu conheço. Você não o ama. Eu sim.
Assim que disse as duas últimas palavras me arrependi. Os olhos dela brilharam.
- Eu sabia! Desde o primeiro momento eu soube. Mas, isso é lindo. Realmente. A pobre amiga que se apaixonou. Mas, ele sequer sabe da sua existência certo? E agora ele nunca vai saber.
A raiva me preencheu. Eu a odiei como nunca havia odiado qualquer outra pessoa por que ali destruindo o pouco de mim que se mantinha inteiro.
Talvez seja por isso que eu fiz o que fiz.
Impulsionei meu pulso pra trás e o choquei com toda a força contra o seu rosto.

É, eu soquei a noiva.

Ela gritou, mas eu não fiquei pra ver o estrago. Peguei minha mala e sai. As palavras que eu deixara para Brad ecoavam em minha mente.


_______________________________________________________________


Brad,

Talvez, quando você chegar a ler essa carta eu já esteja longe demais.
Talvez seja o certo afinal.
Eu guardei algo por tempo demais Brad e isso me sufocou, entende? Manti presas palavras que poderiam ter mudado tudo. Acho que elas já me corroeram por tempo o bastante e acho que isso foi mais um erro.
Agora estou cansada. Cansada de fingir que estou bem.
Por que eu, definitivamente, não estou.
Então agora eu resolvi dizer o que eu deveria ter dito há exatamente quatro anos atrás.
Eu te amo, Brad.
De um modo que eu mesma não compreendo. Não do modo como amigos dizem eu te amo.
Eu sei, é tarde. Tarde demais. Saber disso vem me matando pouco a pouco, mas eu também sei que doeria muito mais se eu nuca chegasse a te dizer.
Hoje, quando você me perguntou sobre a noite em que você foi embora eu menti. Menti como venho fazendo nesses últimos anos.
Naquela noite eu sabia que se eu tivesse que dizer Adeus eu enlouqueceria e foi por isso que eu não atendi nenhuma de suas ligações e nem fui te ver.
Eu peguei meu carro e dirigi até os limites da cidade. Chovia, mas mesmo assim eu te esperei lá por horas e eu chorei várias horas depois também.
Eu te vi ir embora, Brad. Eu não te chamei. Não reagi. Não disse que te amava.
Eu deixei você sair da minha vida.
Mesmo que você realmente se case com aquela garota eu gostei de saber, de sentir quando estivemos juntos essa semana, que uma parte de você lembra que fomos felizes juntos.
Em uma outra cidade. Há um tempo atrás. Mas, realmente fomos felizes.
Só que agora acho que eu devo sair da sua vida. Definitivamente. Por que mesmo querendo a sua felicidade eu não suportaria assisti-la.
Então, isso é um Adeus. Tão doloroso que corta meu coração em pedaços.
Deixarei então, nessas últimas linhas o que não me canso de dizes.
Amo você, Brad.

Sua,

Jenna

________________________________________________________________

~*~*~*~*~*~
...
Então...??
Sério, os últimos capítulos estão me deixando ainda mais insegura...=P
Espero que tenham gostado e que continuem a dar suas opiniões ;)
~>Beijusss...

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 5

Mil desculpas pela demora, mas bom, aqui está postada afinal a quinta parte....^^ Espero que achem que valeu a pena esperar ;)


~*~*~*~*~*~




Quanto mais a grandiosa mansão se distanciava o ar parecia se tornar mais respirável. Recostei-me no banco da caminhonete de Brad observando-o enquanto dirigia.
Não sei se foi impressão minha, mas ele também parecia mais relaxado durante todo o caminho enquanto relembrávamos vária histórias nossas como no dia em que tentamos matar aula que, só pra variar -ah, ta bom- não tinha dado certo e até tentamos -ênfase no tentamos - cantar algumas músicas internacionais que ele colocara no rádio do carro. Não sei se por que nossas vozes eram completamente desafinadas ou por que simplesmente estávamos felizes de estarmos juntos, mas não nos cansávamos de rir aplaudindo um ao outro.
Entramos logo na cidade e só aí eu percebi o quanto ela era pequena. Era aquele tipo de cidade em que todos conheciam as famílias um do outro.
Passamos na costureira e enquanto Brad esperava por mim pacientemente eu expliquei a ela tudo que eu queria que ele fizesse com o vestido. Tipo, tirar meio quilo de babados. Depois ele me convidou para tomar um sorvete e como sempre, ele soube exatamente pedir o meu sabor preferido.
Ele me conhecia como se nunca tivéssemos nos separado um do outro.
Fiquei um pouco triste quando saimos da sorveteria e entramos no carro; já começando a me imaginar naquela atmosfera sufocante da mansão com aquela patricinha se gabando de tudo.
Sério, que tipo de pessoa se sente honrada em saber que um parente morreu na casa onde ela mora?
Mas, meu mau humor parou quase que magicamente quando percebi que ele não dirigia de volta a casa.
-Aonde estamos indo?
Ele me olhou tempo o bastante pra me lançar um sorriso.
- Eu queria te mostrar um lugar.
Brad dirigiu por mais alguns minutos se afastando do centro da cidade, mas eu não pedi mais detalhes; eu sempre adorei surpresas e ele sabia disso.
Quando ele parou o carro e nós saímos dele pude ver com mais clareza onde estávamos.
Parecia um parque abandonado rodeado por árvores, algumas delas tombadas que se tornaram bancos naturais. Haviam também bancos de concreto com mesas que eu supuz que antes eram usados por senhores que vinham jogar xadrez.
O lugar em si já era lindo, mas foi quando eu notei o lago que percebi o motivo do sorriso que Brad esboçara durante todo o caminho.
Havia um pequeno lago a alguns metros dali, que tornava a atmosfera dali ainda mais mágica.
Brad pareceu satisfeito ao ver meu sorriso maravilhado e então pegou a minha mão que se encaixou perfeitamente a dele como se juntas fosse o seu lugar.
-Vamos. - ele disse e eu sequer hesitei.
Por que é isso que o meu coração quer; segui-lo pra onde quer que ele vá.

X*X

- Jenna, posso te fazer uma pergunta?
Estávamos deitados lado a lado na grama. Já havia algum tempo que não dizíamos nada, mas esse era um dos traços que sempre amei em nós dois. Conseguíamos respeitar o silêncio um do outro sem que ele se tornasse incômodo.
- Claro. - respondi.
- Você se lembra do dia em que eu saí da cidade, certo? - começou ele e eu assenti tentando pensar onde isso ia nos levar - Bom, naquele dia eu te liguei o dia todo, eu fui na sua casa eu...procurei por você,mas eu não pude me despedir. E eu sempre quis saber; onde você estava, Jenna? Por que não foi se despedir de mim?
Não respondi de imediato. Já que não pretendia falar a verdade busquei em minha mente uma mentira acreditável.
- Eu estava trabalhando. Lembra que eu trabalhava no restaurante da Senhora Jackson? Bom, naquela noite eu tive que ficar lá até mais tarde e ...bom, você...foi.- a mentira saiu deixando um gosto amargo em minha boca.
Um gosto de erro.
- Então foi só por isso? - se não me engano ele parecia desapontado, mas não pude ler seus olhos. Ele não olhava pra mim.
Eu apenas assenti com medo de acrescentar algum detalhe a história que eu não pudesse provar.
Um momento de silêncio se passou, mas esse não era cômodo. Estava saturado de palavras não ditas e foi ai que eu percebi que essa talvez fosse minha última oportunidade. Faltava tão pouco para o casamento que talvez não estivesses mais assim. Era minha última chance. Meu último segundo pra conquistar o meu felizes pra sempre.
Decidi dizer quanto o amava.
Só que, ao mesmo tempo que eu chamei seu nome ele chamou o meu.
- Você primeiro.- disse rapidamente, tomada pelo meu espírito covarde.
- Bom, é só que, eu queria dizer que é bom saber que nem tudo precisa mudar como...nós dois.
- É, você continua a ser o mesmo metido "filhinho de papai". - zombei.
- Ah, é? Bom, você continua a ser a mesma chata e irritadinha.
Ele me fez cócegas me causando um ataque de risos quase convulsivo; ele sabia que esse era meu ponto fraco.
Tentei sair me levantar, mas como ele continuou com seu "ataque" acabei quase caindo em cima dele tendo que me equilibrar em minhas mãos em um a posição que me deixava pairando sobre ele.
Não houve palavra alguma.
Paramos subitamente de rir encarando os olhos um do outro. Os olhos com os quais sonhei a cada vez que fechei os olhos nesses últimos anos.
Brad estendeu sua mão acariciando delicadamente com as costas dela o meu rosto. E foi ai que eu tive certeza que nenhum toque me fazia sentir aquilo. Borboletas rodopiavam feito loucas dentro de mim.
-Sabe o quanto é importante pra mim, não é, Jenna? O quanto eu gosto de você - sussurrou.
A frase fez cada músculo do meu corpo paralisar e eu sorri certa de que aquele era o momento certo pra dizer. Só que logo percebi ele também parara, seu corpo ficara tenso como se acabasse de notar o que dissera.
- Quer dizer- começou ele desviando os olhos dos meus parecendo desconfortável - Sabe que é a minha melhor amiga não é?
Encarei-o por um longo momento antes de assentir sem conseguir forçar qualquer palavra a sair da minha boca sem que ele percebesse que estava prestes a chorar. A impossibilidade de que ele me visse de outra maneira me rasgou e pra que ele não visse o estrago eu voltei a me deitar ao seu lado meio encolhida de olhos fechados em sua direção sem dizer nada forçando as lágrimas a ficarem do lado de dentro
- Jenna?- chamou ele e eu senti o rastro quente de seus dedos contra meu rosto afastando o meu cabelo e colocando-o atrás da orelha.
Odiei o arrepio que me trouxe seu toque. Odiei como reagi quando senti sua respiração contra meu rosto. Odiei como meu coração acelerou quando o senti se aproximar. Odiei quere-lo mais do que o ar. Odiei a lágrima idiota que escapou dos meus olhos.
E odiei, acima de tudo, ama-lo com cada pedaço de mim.
Por isso eu decidi ir embora. Pra sempre. Por que eu soube que por mais que me julgasse forte eu não suportaria ouvi-lo dizer amar outra pessoa que não fosse eu.

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...
O que acharam??
Esse capítulo em particular me deixou ainda mais curiosa pra sabe oque vocês vão achar (fora, provavelmente, ficar com raiva do Brad =P)
Então, espero suas opiniões...:)
Vocês não sabem o quanto fico feliz por vocês acompanharem e darem suas opiniões sobre essa história...*--* Espero conseguir corresponder aas espectativas de cada um de vocês. :D
~> Beijusss...;*

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 4

Oi....\o/

Então, parte quatro postada. Espero ansiosamente que gostem. ;)

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Olhei meu reflexo me sentindo ridícula naquele vestido roxo-"cheguei" de mangas curtas e babados em todas as direções que eu pudesse imaginar.
Quem em sã consciência vestiria algo como aquilo?
Ouvi uma batida na porta e murmurei um "Entra", mas estava ocupada demais me encarando horrorizada pra virar. Só quando ele se aproximou vi o rosto de Brad refletido. Ele me analisou e abriu a boca, mas eu fui mais rápida.
-Se você disser alguma coisa, qualquer coisa, alguém ficará viúva antes do casamento. - ameacei.
Ele ergueu as mãos como se rendendo.
-Nossa, quatro anos depois e seus genes homicidas ainda estão intactos. - eu rolei os olhos e ele gesticulou para a fantasia de beterraba que estava usando - O que foi? O vestido está...-ele não parecia saber o que dizer de bom sem mentir -Legal.
-Rá. Vá dizer isso pra umas das outras nove garotas que vão usar um vestido idêntico. Sério, pra que dez madrinhas? E, por que todas tem que vestir essa mesma...- também não consegui achar nada gentil - coisa?
- Idéia de Sarah. - é, só podia mesmo -Ela acha que isso é classe.
-Sério, olha pra mim; há algum traço de classe nisso?
Brad riu e colocou a mão na nuca e foi só ai que eu percebi que ele também estava vestido a caráter.
- Hey, bela roupa. - fiz um sinal positivo para o seu terno.
- Acho que sim. - murmurou sem muita convicção tocando as pontas da gravata que estava jogada ao redor de seus pescoço.
-Peraí. -disse me aproximando e começando a arruma-la - Você não se dá bem com gravatas desde o dia do baile lembra? Aquele em que você me convidou por que Lucy Ames não quis ir com você. -acusei.
- Hum. Aquele que fomos juntos e você dançou com Tom Lin? - rebateu.
Balancei a cabeça fazendo um "tsc,tsc" com a boca.
-Corrigindo; aquele em que você me obrigou a dançar com Tom Lin. "Vamos Jenna, - tentei imitar ridiculamente a voz dele - é só uma dança não é, Tom?"
Isso o fez rir.
-Qual é; não foi tão ruim.
- O cara tinha tomado, literalmente, um banho de perfume e quando eu disse isso ele achou que era um elogio. Além disso ele ainda pisou no meu pé tanto que fiquei como dor aquela semana inteira. É, não foi tão ruim. - tentei fazer um cara brava pra Brad mostrando o quanto tinha me irritado, mas ele estava tão lindo com um sorriso torto que não consegui.
- Ok, talvez não tenha sido tão bem quanto me lembrava, - ele alternava o olhar entre meus olhos e meus dedos que arrumavam a gravata - mas depois eu salvei seus pobres pés pisoteados dançando com você pra que ele não pudesse repetir a dose, lembra?
Tinha sido a melhor noite da minha vida, como eu poderia não lembrar? Me lembrava com uma força incrível da sensação das minhas mãos ao redor de seu pescoço enquanto as dele estavam firmemente ao redor da minha cintura. Nós dançamos suavemente por um bom tempo no ritmo da música enquanto ele estava tão perto que eu podia sentir sua respiração contra meu rosto.
Não há nenhum modo de me fazer esquecer de algo como isso.
-É. - concordei olhando diretamente em seus olhos e só ai percebendo o quanto minha ajudinha na gravata tinha nos trazido um pra perto do outro - Eu lembro.
Nenhum de nós dois se afastou. Nenhum de nós dois disse nada. Tenho dúvidas se alguém respirou. A proximidade fazia coisas loucas com a minha pulsação e eu sabia que qualquer coisa que eu dissesse pareceria a coisa mais idiota do mundo. Pensei que o modo como eu o olhava o faria se afastar ou estabelecer limites, mas não. Ele também me olhava daquele jeito tão lindo.
Meus olhos encaminharam-se por vontade própria em direção aos seus lábios observando os traços perfeitos que perseguiam meus sonhos. Houve um momento de dúvida, mas eu logo me decidi.
Me aproximei lentamente feliz ao perceber que ele não se afastara. Minhas mãos que estavam em sua gravata deslizaram para seu peito e permaneceram ali, absorvendo suas formas perfeitas. Estudei seus olhos dos quais nunca consegui arrancar qualquer resposta e eu soube que se eu olhasse pra eles por mais um segundo o mundo inteiro pareceria insignificante pra mim...
Bom, só que ai alguém bateu na porta e nos susto nós nos afastamos em um pulo.
-Jenna? - reconheci a voz de Betina do outro lado da porta - Jenna, como ficou o vestido?
Eu mexia frenéticamente no cabelo sem coragem de encarar Brad de novo.
-Ficou muito bom Betina. - menti- Depois...Depois eu passo no seu quarto e te mostro.
- Tá, não esquece tá? - disse e logo eu pude ouvir seus passo se distanciando da porta.
Finalmente olhei pra Brad, mas ele não olhava pra mim.
-Eu tenho que ir.
- Tudo bem. - concordei rapidamente, mas logo em seguida me lembrei de algo - Hey, eu sei que você está ocupado como todo esse negócio de casamento, mas será que você não podia me levar até a cidade amanhã? Queria ver uma costureira pra fazer algo com esse vestido.
-Tudo bem. - disse e se encaminhou para a porta, mas quando tocou a maçaneta se virou pra mim; um pequeno sorriso em seu rosto - Ah, e Jenna - eu olhei pra ele - Mesmo que todas as garotas vistam o mesmo; nenhuma delas será como você.
Então ele saiu. Sempre me deixando com um sorriso bobo e sonhador no rosto.

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...

Já disse que sempre fico esperando ansiosa a opinião de vocês, né? Então, bom, me façam saber tá. É muito importante pra mim :)


~> Beijusss a todos...;*

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 3

Oi. :)
Hey, terceira parte. o/ Essa eu queria colocar junto na mesma postagem com a última, mas como o post ia ficar enorme tive que separar.
Torcendo muuuito pra que vocês gostem, viu? =]

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Não gostei dela. Sério. Não é só por que é ela quem vai casar com Brad embora isso possa ter obscurecido um pouco o meu julgamento, mas ela realmente não me parece, ok. Sei lá a simpatia dela não parecia...natural. Como se fosse apenas algo que esperassem de seu comportamento. Forçado.
Apertei a mão dela incapaz de refletir a "simpatia" de seu sorriso.
-Prazer. É, eu sou...
-Jenna!!!!!! - gritou uma voz feminina e quando eu olhei fiquei um tanto surpresa quando uma garota que não reconheci me deu um abraço de urso enquanto continuava a dar seus pulinhos de contentamento que me obrigavam a acompanhá-la - Caramba, quanto tempo!
- É. - murmurei completamente perdida.
O tom confuso da minha voz deve ter alertado-a já que ela afrouxou o aperto me dando um olhar sentido.
- Peraí, você se lembra de mim certo?
Tentei prestar mais atenção ao rosto dela procurando em minha mente a ficha de uma garota ruiva com óculos e saltitante mas não tive sucesso.
Lancei um olhar suplicante pra Brad que estava rindo silenciosamente de mim. Um olhar que dizia "Socorro, quem é essa criatura?". Ele balançou a cabeça ainda sorrindo e depois fez um "Betina" sem som com os lábios fazendo com que uma lâmpada se acendesse em minha cabeça.
- Mas, é claro que eu me lembro de você, Betina. - seu sorriso que tinha diminuído um pouco com a possibilidade de não ser inesquecível reacendeu - Quanto tempo mesmo.
Ela enlaçou nossos braços juntos me forçando a virar de frente pra Sarah, triunfante.
-Tenho que te contar, Sarah! Brad, Jenna e eu éramos, tipo, unha e carne no colegial. Não nos largávamos nunca.
Na verdade a história não era nenhum pouco assim. Ela meio que tinha um grandioso tombo por Brad naquela época e como ele não deu abertura alguma ela tentou se enturmar comigo já que como melhor amiga dele eu poderia facilitar pra ela.
É...não.
Ele e eu havíamos passado quase metade do ano fugindo das investidas dela.
Mas, ao invés de estourar sua bolinha de sabão eu apenas sorri. Se ela podia ter memória seletiva eu é que não ia estragar.

X*X


Passou-se um minuto de silêncio e eu achei que devia falar alguma coisa.
-Ah, Sarah, você tem uma bela... - casa parecia um nome idiota - mansão.
- Obrigada. - seu sorriso se alargou, obviamente eu tinha dado a ela a deixa que precisava para se exibir - Ela foi construída no século XVIII e desde então pertence a minha família. Embora valha milhões. - ela falou como se fosse algo óbvio e sem importância. Metida.- o valor sentimental é muito maior. Meu bisavô que era um conde insistiu em passar até seu último segundo de vida entre essas paredes.
-Ah. - murmurei apenas quando percebi que o discurso havia acabado. Deu pra ver que ela esperava um comentário bem mais elaborado, mas o que é que eu ia dizer depois daquilo tudo? "Realmente legal saber que um cara morreu aqui dentro. De verdade, é exatamente o que eu quero ouvir sobre a casa onde eu vou passar uns dias"?
É, acho que não.
Caiu um silêncio chato de novo, mas eu não intervi. Eu já tinha bancado a visitante o bastante.
-Então, bom, acho que Jenna está cansada da viagem. - Brad; meu herói! - Vou mostrar a ela aonde fica seu quarto.
-Ah. - interrompeu Betina; cinco segundos ao lado dela e ela já estava me dando nos nervos - Se você quiser eu posso levá-la e...
- Não!! - Brad e eu dissemos em coro e quando nos olhamos trocamos um arquear de sobrancelha; percebi que tinha que assumir dali. - Quer dizer, aposto que Sarah vai adorar ouvir uma de..."nossas" histórias.
Sarah me lançou um olhar que misturava descrença e um tanto de raiva.

Hey, antes você do que eu camarada.

-Ah, Jenna. - chamou Sarah, quando alcançamos a porta - Amanhã logo cedo todos nós vamos provar as roupas para o casamento.
-É. - concordou Betina, radiante - Não vai ser divertido?
Apenas dei um pequeno sorriso enquanto assentia.
É, pensei com sarcasmo, muito divertido.


X*X


-Então, estou curiosa, como é que a Betina foi convidada pra esse casamento? - perguntei enquanto subiamos as escadas que levavam aos quartos no segundo andar.
-Bom, basicamente, ela me torturou.
-Ficou falando sem para nem pra respirar, né? - ele assentiu - Imaginei. Cara, ela sempre foi boa nisso.
- Bom, pelo menos eu não terei que suportar a "doce" companhia dela nem suas histórias intermináveis sozinho, agora.
- O que foi que eu te fiz? - fingi desespero.
Isso o fez soltar uma risada enquanto passava a mão pela minha cintura e beijava o alto da minha cabeça.
-É, eu senti mesmo a sua falta Jenna.
Encostei minha cabeça contra seu peito.
-Eu também senti a sua. - suspirei.

Bem mais do que eu gostaria.

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...
Me digam o que acharam tá? Toda vez que eu posto aqui uma parte eu fico ansiosa. rs
Mais uma vez, obrigada por cada comentário e toda a força que vocês me deram. ;)
~> Beijusss...

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 2

Parte 1 aqui *-* Espero que gostem da segunda parte, gente.=] Obrigada pelos comentários na primeira! Me deixaram feliz em continuar.^^


~*~*~*~*~*~


- Sabe, eu ouvi dizer que você tinha se dado bem na carreira de empresário ou algo assim mas, sério, uma mansão? – mesmo vendo com meus próprios olhos a minha voz soou cética.
-Não é minha. Pertence aos pais de Sarah.
- E Sarah é sua...hã...noiva? – a palavra saiu contra a minha vontade.
Ele que estava tirando o cinto parou pra me olhar com a sobrancelha arqueada.
- Você ao menos leu o convite?
Não, na verdade ele estava rasgado em pedacinhos em algum lugar no meu apartamento e na minha cidade. Mas, por motivos óbvios eu não podia dizer isso a ele.
- Me dá um desconto, ok? Eu peguei um avião e um ônibus pra chegar até aqui então, tecnicamente, estou a três dias sem pisar em terra firme. Minha mente não está em suas melhores condições.
Ele me encarou apenas por um segundo antes de dar de ombros e eu respirei aliviada enquanto o via sair do carro, dar a volta e abrir a minha porta.
-Sempre cavalheiro. – aprovei, sorrindo ao me lembrar que quando íamos juntos ao colégio ele fazia o mesmo.
Brad sorriu, se curvando teatralmente me provando que ainda era o mesmo.
Ele fez questão de pegar minha mala e então começamos a seguir para a gigantesca construção.
- Então, o que andou fazendo...durante esses quatro anos? – perguntou ele.
- Bom, eu virei fotógrafa pra uma revista. Nada tão emocionante quanto se tornar um grande empresário, mas...
-É, muito emocionante...- ele juntou as sombrancelhas. – Passo o dia inteiro em uma sala; pura adrenalina.
Eu ri.
- Sabe, no momento em que a Tia Kelly me contou eu pensei que isso não era mesmo a sua cara.
- Você me conhece bem.

X*X

Seguimos em silêncio a partir daí e eu percebi que, enquanto nos aproximávamos ele ficava mais nervoso, mas eu não perguntei nada. Já tinha que lidar com meu próprio nervosismo.
Quando entramos, um empregado pediu que esperássemos na sala enquanto ele chamava a Senhorita Mason, então enquanto a esperava comecei a observar a sala onde estava. Haviam vários vasos espalhados que me pareciam caros em todas as mesas, quadros incompreensiveis pra mim em várias paredes e uma lareira acesa logo a frente do sofá.
- Chique não é?- perguntou Brad interrompendo minha inspeção.
-É. – murmurei simplesmente.
- O que foi?
- O que? – minha voz saiu mais culpada do que eu gostaria – Eu não disse nada.
-É, mas você está fazendo aquilo de morder o lábio que sempre faz quando quer dizer algo, mas não sabe como.
Não pude evitar sorrir ao perceber que Brad não havia se esquecido de mim e enquanto eu o olhava maravilhada ele pareceu ficar sem graça como se tivesse sido pego.
- Não vai me dizer o que foi? – ele olhou pra frente e eu segui o seu olhar.
- Sei lá. – dei de ombros – Só acho que nunca pensei que você pertenceria a um lugar assim.
Seus olhos voltaram para o meu rosto.
- E qual é o meu lugar, Jenna?
Comigo, pensei mas trocamos um olhar tão duradouro que me pareceu desnecessário dizer.
-Vejo que a nossa convidada de honra chegou. – disse uma voz atrás de nós e, quando me virei, encontrei uma mulher sorridente mais ou menos da minha altura com cabelo negro um pouco acima dos ombros e olhos verdes.
Ela atravessou a sala em seu vestido vermelho elegante que contrastava absolutamente com sua pele imensamente clara me fazendo sentir quase exótica com meu tom de pele amorenado, cabelos castanhos e longos e depois de se postar ao lado de Brad esticou a mão pra mim.
-Você deve ser Jenna. – não gostei do sorriso dela, parecia programado, ensaiado demais –Eu sou Sarah Mason, a noiva de Brad.

~*~*~*~*~
(Pausa dramática)

Então...

\o/ Me digam se aprovaram tá?:)


~> Beijusss...;)

ღ Amigos também dizem eu te amo - Parte 1


"Que tipo de pessoa escolhe se casar na cidade mais quente do País?", pensei irritada.
Olhei no relógio pela quinta vez no último segundo mesmo sabendo que o ônibus logo pararia. A viagem tinha sido torturantemente longa ao lado de uma senhora que insistia em me mostrar a foto de cada um de seus netos e falar o nome e a personalidade de cada um. Yeah, você pode até pensar "Oh, pobre senhora, ela só queria puxar um papo, conhecer gente nova" Tá, tudo bem, eu posso até concordar, mas quem é que tenta puxar papo as CINCO da manhã, peloamordeDeus? E além do mais, por que é que ela tinha de ter 15 netos??
Certo, você pode até estar achando que eu sou ranzinza. De novo, eu posso até concordar com você. Mas, acredite as circunstâncias meio que me empurram pra isso. Não, não é por que a viagem foi longa, nem por que era impossível tirar um cochilo com a senhora tagarelando, nem por que a estrada era mais acidentada que não sei o que e nem por causa dos (admitamos, pobrezinhos) 15 netos dela.
Não, a única razão para o meu mal humor nada habitual é; eu estou indo para o casamento do meu melhor amigo.

X*X
Não entendeu certo?

Talvez, para qualquer outra pessoa, essa fosse uma data completamente incrível e feliz, mas não pra mim. Não quando estou prestes a perder o amor da minha vida.

E pior; eu serei a madrinha.

Eu devo ser algum tipo insano de masoquista não é? Ás vezes eu acho que sou. Não sei, mas quando ele me ligou dizendo o quanto estava feliz em ouvir a minha voz que queria relembrar os bons tempos que na festa poderíamos conversar e passar um tempo juntos e então me pediu pra ser a madrinha eu fui incapaz de dizer não...entende?
Eu nunca fui capaz de dizer não a ele.
Enquanto a senhora ao meu lado (que até agora eu não conseguia lembrar o nome) falava sobre seu 9º neto, Austin, que tinha uma fixação perturbadora em sua coleção de insetos eu encostei minha testa contra a janela olhando o começo a cidade. Parecia uma cidade bonita mesmo o calor me fazendo lembrar o deserto do Saara.
Não senti nenhum tipo de alívio quando o ônibus parou. Desci antes que a mulher ao meu lado pudesse me impedir e cheguei a plataforma depois de pegar minha mala que era relativamente pequena já que eu não sou o tipo de garota que pra passar uma semana leva roupa pra um mês.
Fiquei na ponta dos pés olhando por cima das cabeças, mas não sabia exatamente o que procurar. Ele tinha dito que alguém viria me buscar. Se bem que, pelo tom que usou, é bem possível que seja ele mesmo.
X*X

Enrolei meu cabelo entre os dedos fazendo um coque mal amarrado. Quinze segundos naquela cidade e eu provavelmente perderia todo o líquido do meu corpo.
Alguns passageiros ainda desciam do ônibus e eu torcia pra que ele chegasse antes que aquela "doce" senhora me alcançasse de novo.
Fiquei na ponta dos pés novamente, impaciente para vê-lo o mais rápido que pudesse...e foi então que eu o encontrei. Sem conseguir me mover observei-o enquanto ele atravessa a multidão sorrindo e olhando diretamente pra mim.
Como sempre meu coração deu um salto mortal em resposta.
Deus, como ele estava lindo. Quer dizer, ele sempre havia sido, mas agora...
Descrever não parecia possível, mas eu tentei. Seu cabelo negro estava um pouco mais comprido caindo um pouco sobre o rosto, contrastando com seus olhos cor de mel. Ele evidentemente vinha malhando (oh,cara) e ainda tinha aquele estilo de se vestir, meio largado que ainda assim tinha um toque de charme. Pelo menos o All Star havia sido substituído. Traços da vida adulta.
Quando eu sorri de volta ele piscou pra mim, seu sorriso dificultando a minha respiração, e foi então que eu não resisti; corri para os braços dele e ele me recebeu como eu esperava que fosse nos meus sonhos.
Ele me abraçou me erguendo do chão.
-Jenna. - sussurrou contra o meu cabelo e eu podia sentir que falar meu nome fez seu sorriso se alargar.
Ou talvez eu só estivesse tentando me iludir.
-Brad. - sussurrei de volta apertando meus braços com mais força ao redor dele tentando não pensar que logo outra garota é que faria isso.
Bom, a não ser que eu...
Bani o pensamento antes que ele se formasse. Que tipo de pessoa tenta conquistar o noivo em pleno casamento?
~*~*~*~*~*~*~*~

Hey, gente.:)

Bom, é a primeira vez que eu tenho coragem de postar uma história minha aqui. Confesso, estou completamente insegura mesmo gostando do que escrevi então, caso vocês gostem dessa primeira parte eu continuo. Peço a opinião sincera, certo? ;)



~> Beijusss a cada um.;*